- Centenas de fãs recorreram às redes sociais para denunciar a votação do júri da Moldova no Festival Eurovisão, que atribuiu apenas três pontos à Roménia.
- A demissão do director-geral da Rádio e Televisão da Moldova, Vlad Turcanu, foi anunciada nesta segunda-feira; ele afirmou assumir a responsabilidade, embora tenha distinguido a votação do júri da instituição.
- O júri moldavo atribuiu o máximo de doze pontos à candidatura da Polónia, que terminou em 12.º lugar; os pontos dos telespectadores moldavos à Roménia também foram de doze.
- Os telespectadores criticaram a falta de pontos à Ucrânia no concurso e houve indignação pública com o papel da votação do júri.
- O ex-ministro da Defesa, Anatol Salaru, disse que os votos refletem a opinião da população, e o representante da Moldova, Satoshi, afirmou que o apoio público à Roménia revela a visão da sociedade.
Centenas de fãs usaram as redes sociais para criticar a votação do júri da Moldova no Festival Eurovisão da Canção, realizada no fim de semana. O país atribuiu apenas 3 pontos à Roménia, vizinha com fortes laços culturais.
A reação dos fãs levou a uma polémica pública que acelerou a demissão do director-geral da Rádio e Televisão da Moldova. Vlad Turcanu confirmou, numa conferência de imprensa convocada às pressas, que se distancia da votação do júri, mas assume a responsabilidade enquanto chefe da instituição.
A Moldova, que exerceu papel relevante na região até à independência em 1991, está entre os países com menor rendimento na Europa, numa semana em que o Presidente denunciou a invasão da Ucrânia pela Rússia e manteve a promessa de adesão à União Europeia até 2030.
Demissão do director-geral
Entre os dados publicados, o júri selecionado pela emissora atribuiu os 12 pontos máximos à candidatura da Polónia, que terminou em 12.º lugar. Israel recebeu 10 pontos, o segundo classificado, sob boicotes de vários países. A Bulgária foi declarada vencedora.
Os espectadores assinalaram que os votos dos telespectadores contam para a classificação final, atribuindo 12 pontos à Roménia, representada por Alexandra Căpitănescu, e questionaram a ausência de pontos para a participação ucraniana.
Analistas e comentadores verificaram que o apoio público à Roménia reflete uma leitura da sociedade moldava, segundo afirmações de um representante da Moldova, Satoshi, que descreveu o apoio popular como fiável. O caso reacendeu o debate sobre a transparência dos mecanismos de votação.
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