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Festival 100% feminino promove maior presença de mulheres na música

Festival 100% feminino nos Açores aponta falha na cadeia de produção musical e defende mais lideranças femininas

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  • Blaya chamou a atenção para a falta de festivais com representação feminina, durante o anúncio do NorthWave, em São Miguel, Açores, a 25 de julho.
  • Açores apresenta cartaz “100% feminino”, com foco no empreendedorismo e na presença de mulheres em palco e na indústria de produção.
  • Paulo Silva, diretor da Fábrica de Espetáculos, diz que a iniciativa é uma mensagem para os próximos anos e que já tem boas reações.
  • Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, reconhece que ainda faltam lideranças femininas na produção musical, mas aponta para uma melhoria gradual no equilíbrio entre mulheres e homens.
  • O caminho passa por formação, capacitação e projetos de inclusão para que oportunidades surjam naturalmente e o cartaz equilibrado apareça.

Para promover mais mulheres em palco, Açores revela cartaz centrado nelas. Blaya levantou a questão da falta de festivais com representação feminina, a propósito do NorthWave em São Miguel, a 25 de julho. A compositora alerta para o desequilíbrio entre artistas e a necessidade de mudar mentalidades no público e nos promotores.

Paulo Silva, diretor da Fábrica de Espetáculos, assume a aposta de um festival 100% feminino, com mensagem de empreendedorismo. Destaca que a iniciativa responde à dificuldade de entrada das artistas nos cartazes e observa boa reacção do público e da indústria.

Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, acredita que o equilíbrio entre mulheres e homens tem evoluído, mas que o cartaz não deve ser imposto. Defende, antes, responder ao que o público quer ver, reconhecendo o desafio de manter a representatividade a longo prazo.

Festival 100% feminino

A organização do festival açoriano afirma que a ideia é consolidar uma prioridade para os próximos anos. A equipa sublinha a necessidade de criar oportunidades para mulheres, com formação e capacitação, para que surgam mais datas com este eixo central.

Medina acrescenta que, para além de ajustar palcos, é fundamental pensar em toda a cadeia de produção. Ela aponta que faltam lideranças femininas nas estruturas de gestão de festivais, não apenas nos palcos.

Perspectivas da indústria

Autores e promotores reconhecem avanços na presença feminina, embora o equilíbrio não seja ainda uma regra. A aposta no caminho da inclusão é apresentada como motor para mais oportunidades, com o aumento de mulheres em cargos de decisão.

A expectativa é de que, com programas de formação e promoção de capacidades, o cenário mude naturalmente. O foco continua na construção de processos que emancipem as artistas e fundamentem uma programação mais diversa.

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