- O Remix Ensemble apresenta A História do Soldado, de Igor Stravinsky e Charles-Ferdinand Ramuz, na Casa da Música, Sala Suggia, às 19h30.
- A obra é um formato híbrido que junta música, narração, representação e dança, concebido para ser lida, tocada e dançada.
- A atriz Marta Carvalho narra e dá voz ao Soldado e ao Diabo; a coreografia é da autoria de Sara Garcia.
- Criada em 1918, durante o exílio de Stravinsky na Suíça, a peça nasceu para um palco pequeno e com poucos instrumentos, em parceria com Ramuz.
- A história baseia-se no mito de Fausto e utiliza um ensemble de sete músicos, explorando ambientes sonoros que vão do circo à valsa e ao tango.
Ao final da tarde desta terça-feira, o Remix Ensemble apresenta A História do Soldado, de Stravinsky e Ramuz, na Casa da Música, Sala Suggia, às 19h30. A peça mistura música, narração, teatro e dança, numa forma híbrida criadas pelos autores.
A encenação reúne o ensemble dirigido por Brad Lubman, a voz da atriz Marta Carvalho e a coreografia inédita de Sara Garcia. O objetivo é leitores que conheçam pouco da obra entenderem o formato único em que se insere.
Conhecida por ter causado rupturas na música do século XX, Stravinsky colaborou com Ramuz para criar uma história de canto e fábula. O poema musical nasceu em 1918, numa época de exílio do compositor.
A narrativa foca um soldado que, ao vender a alma ao Diabo, recebe três dias de luxo e um livro que prevê o futuro. O enredo evolui para três anos de permanência com o Diabo, com consequências para a aldeia.
A música, diferente da Sagração da Primavera, explora timbres variados com sete instrumentos. Mantém a inventividade rítmica, mas abre espaço a caminhos como circo, teatro de rua, marcha, tango e ragtime.
Em palco, Marta Carvalho assume múltiplos papéis, incluindo a narração, a voz do Soldado e a do Diabo. Sara Garcia reimagina a componente dançada, que antes surgia no fim do espetáculo.
A coreógrafa, premiada em 2022, inspira-se em referências de Jiří Kylián para criar uma presença híbrida da bailarina. A estreia decorre ao vivo, integrando a história ao conjunto musical.
Será, assim, um espetáculo que atravessa fronteiras de tempo e espaço, com músicos de alto nível, a narrativa de Ramuz e a coreografia em estreia. O público pode esperar uma experiência integrada, além de um concerto tradicional.
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