- O maestro Álvaro Cassuto morreu aos 87 anos na sua casa no Guincho, Cascais.
- Nascido no Porto em 1938, fundou a Nova Filarmonia Portuguesa e foi um divulgador da obra de Joly Braga Santos.
- Possuía uma extensa discografia e atuou com orquestras nacionais e internacionais.
- Parte da sua carreira ocorreu nos Estados Unidos, onde leccionou e dirigiu várias formações; recebeu o Prémio Serge Koussevitzky em 1969.
- Em 2009 foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada pelo Presidente da República.
Álvaro Cassuto, um dos mais conceituados maestros portugueses, morreu aos 87 anos na sua casa no Guincho, Cascais. A informação foi confirmada à Lusa por uma fonte próxima da família.
O maestro fundou a Nova Filarmonia Portuguesa e colaborou com orquestras nacionais e internacionais. Deixa uma extensa discografia, incluindo a integral das Sinfonias de Joly Braga Santos.
Cassuto nasceu no Porto, em 17 de novembro de 1938, e estudou com Artur Santos e Fernando Lopes-Graça. Em Darmstadt, 1960, teve contacto com Stockhausen, Ligeti e Messiaen.
Ao longo da carreira, dirigiu a Orquestra do Porto, a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Radiodifusão Portuguesa. Entre 1968 e 1986 viveu nos EUA, leccionando na universidade da Califórnia e dirigindo várias orquestras.
No estrangeiro, trabalhou com Bois e escolas como Juilliard, tendo ainda sido convidado pelo maestro Leopold Stokowski para atuar na American Symphony Orchestra. Retornou a Portugal em 1988 para fundar a Nova Filarmonia Portuguesa.
Entre 1993 e 1999, Cassuto foi maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Mais tarde criou a Orquestra do Algarve e manteve funções em Israel, Itália e Portugal até 2013, mantendo uma presença internacional relevante.
Ao longo da carreira, dirigiu orquestras de renome como a Filarmónica de Londres, a BBC Philharmonic, a Orchestre de Paris e orquestras italianas e espanholas. Em 2009, foi condecorado com Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.
Reconhecimentos
Cassuto recebeu, em 2009, uma lápide no Coliseu do Porto para marcar o seu 50.º aniversário de carreira. Além disso, foi reconhecido pela sua contribuição à divulgação da música portuguesa, em especial de Joly Braga Santos.
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