- França colocou mais de metade dos seus 96 departamentos metropolitanos em alerta vermelho, com temperaturas acima de 40 ºC e noites acima de 20 ºC.
- Duas crianças de 4 e 2 anos foram encontradas mortas no sudeste de França; as autoridades dizem que o calor é a principal linha de investigação, juntando-se a mortes de três idosos perto de Bordéus.
- No Reino Unido, o Met Office emitiu aviso vermelho de calor extremo para partes de Inglaterra e País de Gales, com temperaturas até 39 ºC e noites muito quentes.
- Na Alemanha, o aumento das temperaturas aumenta o risco de incêndios florestais, com previsões de até 40 ºC no fim de semana em regiões como Baden-Württemberg e Hesse.
- Especialistas destacam que El Niño pode intensificar o calor global, mas não é a explicação principal para o calor europeu; o fenómeno está a contribuir, mas o bloqueio da corrente de jato é o mecanismo dominante.
A Europa Ocidental continua a sofrer com a terceira vaga de calor do ano, com temperaturas acima de 40 ºC em várias regiões. França colocou mais de metade dos seus 96 departamentos metropolitanos em alerta vermelho na segunda-feira, 22 de junho, apelando à vigilância e à proteção solar.
Regiões inteiras enfrentam noites tropicais, com temperaturas que não descem dos 20 ºC durante 24 horas. Duas crianças, de quatro e dois anos, foram encontradas mortas no carro da família no sudeste do país; a linha de investigação principal é o calor extremo. Três idosos morreram perto de Bordéus no fim de semana.
No Reino Unido, o Met Office emitiu aviso vermelho para o centro e sul de Inglaterra e para o País de Gales, com máximas de até 39 ºC e noites muito quentes previstas. A humidade aumenta o desconforto e o risco para a saúde, dizem os especialistas.
Na Alemanha, o calor eleva o risco de incêndios florestais, com previsões de quase 40 ºC para o fim de semana em regiões como Bona, Estugarda e Frankfurt. O aumento das temperaturas também preocupa pela pressão sobre serviços públicos e infraestrutura.
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El Niño está por trás da onda de calor na Europa?
O NOAA confirmou o início de El Niño no Pacífico tropical, mas a leitura de que explica toda a vaga europeia é contestada por especialistas. O fenómeno pode diminuir o impacto direto no verão europeu, segundo ajustes climáticos.
Alguns previsores associam o calor europeu a um bloqueio da corrente de jato, que agrava massas de ar quente. O El Niño é descrito por alguns especialistas como amplificador de extremos, não o motor único da crise atual.
Especialistas destacam que, globalmente, o aquecimento é agravado pelas emissões humanas de gases de efeito de estufa. Assim, El Niño pode intensificar fenómenos extremos, mas não explica sozinho o cenário europeu atual.
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Impactos e perspetivas
A temperaturas elevadas, os riscos de incêndios e problemas de saúde aumentam, especialmente em populações vulneráveis. A Europa está mais quente do que a média global, com várias regiões a atravessar ondas de calor prolongadas.
Analistas indicam que, para o segundo semestre, as previsões de tempo podem tornar-se mais instáveis, com padrões climáticos variáveis. A monitorização de El Niño e das alterações climáticas continua a orientar estratégias de mitigação.
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