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ONU exige transparência às empresas de IA sobre o impacto ambiental oculto

Organização das Nações Unidas exige transparência às empresas de inteligência artificial após estudo indicar que centros de dados consumiram em 2025 mais eletricidade do que quase todos os países

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, faz uma declaração durante uma conferência de imprensa na cimeira da UE em Bruxelas, 19 de março de 2026.
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  • Um estudo da ONU indica que, em 2025, os centros de dados consumiram mais eletricidade do que quase todos os países, apenas ficando atrás de dez nações.
  • O secretário-geral António Guterres pediu às empresas de IA para serem transparentes sobre emissões de carbono, água e solo usados nas suas operações, propondo a AI Environmental Transparency Initiative.
  • O relatório estima que, até 2030, o consumo de energia da IA pode chegar a quase 3% do uso global de eletricidade, com a água, energia e poluição associadas à IA a duplicarem nos próximos quatro anos.
  • Guterres pediu ainda que as infraestruturas de IA sejam alimentadas com energia renovável até 2030, alertando para custos escondidos e para o peso nas comunidades onde existem centros de dados.
  • A nível mundial, as renováveis ganham terreno, mas persiste a pressão para reduzir o carvão, o petróleo e o gás, num contexto de crise energética global e novos choques energéticos.

A ONU pediu transparência às empresas de inteligência artificial sobre o impacto ambiental oculto das operações. O alerta surge após um estudo que indica um aumento exponencial no consumo de energia dos centros de dados, usados para alimentar IA.

O secretário-geral António Guterres falou em Londres, na London Climate Action Week, chamando as empresas de IA a divulgar emissões de carbono, consumo de água e uso do solo. O objetivo é medir e comunicar efeitos ambientais associados à tecnologia.

Segundo o estudo, em 2025 os centros de dados consumiram mais eletricidade do que quase todos os países, apenas sendo superados por dez nações. A previsão aponta para 2030 em que o consumo possa exceder praticamente três quintos do uso global.

Guterres propôs a AI Environmental Transparency Initiative, para que as empresas divulguem métricas sobre energia, água, solos e emissões de carbono. A iniciativa visa tornar o setor mais responsável e informado para governos e comunidades locais.

Transparência proposta pela ONU

A organização pretende que as empresas partilhem dados sobre a origem da eletricidade utilizada, com ênfase em fontes renováveis. A meta é reduzir custos ocultos e pressionar o setor a adotar energia limpa até 2030. A ideia é promover relatórios normalizados e verificáveis.

Os dados indicam que, em 2025, centros de dados representaram cerca de 1,5% do consumo elétrico mundial e podem chegar a quase 3% em 2030. O relatório também aponta duplicação do consumo de água e da poluição associada à IA em quatro anos.

Desafios e respostas globais

Diversas empresas grandes já assumiram compromissos de energia limpa, incluindo potências como Amazon e Google, com planos de renováveis. Contudo, a expansão da IA tem aumentado as emissões devido ao uso de combustíveis fósseis.

Especialistas destacam a importância de políticas públicas que incentivem eficiência energética e a transição para fontes renováveis. O tema IA permanece entre as prioridades da COP deste ano na Turquia, para discutir metas de temperatura global.

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