- Um estudo da ONU indica que, em 2025, os centros de dados consumiram mais eletricidade do que quase todos os países, apenas ficando atrás de dez nações.
- O secretário-geral António Guterres pediu às empresas de IA para serem transparentes sobre emissões de carbono, água e solo usados nas suas operações, propondo a AI Environmental Transparency Initiative.
- O relatório estima que, até 2030, o consumo de energia da IA pode chegar a quase 3% do uso global de eletricidade, com a água, energia e poluição associadas à IA a duplicarem nos próximos quatro anos.
- Guterres pediu ainda que as infraestruturas de IA sejam alimentadas com energia renovável até 2030, alertando para custos escondidos e para o peso nas comunidades onde existem centros de dados.
- A nível mundial, as renováveis ganham terreno, mas persiste a pressão para reduzir o carvão, o petróleo e o gás, num contexto de crise energética global e novos choques energéticos.
A ONU pediu transparência às empresas de inteligência artificial sobre o impacto ambiental oculto das operações. O alerta surge após um estudo que indica um aumento exponencial no consumo de energia dos centros de dados, usados para alimentar IA.
O secretário-geral António Guterres falou em Londres, na London Climate Action Week, chamando as empresas de IA a divulgar emissões de carbono, consumo de água e uso do solo. O objetivo é medir e comunicar efeitos ambientais associados à tecnologia.
Segundo o estudo, em 2025 os centros de dados consumiram mais eletricidade do que quase todos os países, apenas sendo superados por dez nações. A previsão aponta para 2030 em que o consumo possa exceder praticamente três quintos do uso global.
Guterres propôs a AI Environmental Transparency Initiative, para que as empresas divulguem métricas sobre energia, água, solos e emissões de carbono. A iniciativa visa tornar o setor mais responsável e informado para governos e comunidades locais.
Transparência proposta pela ONU
A organização pretende que as empresas partilhem dados sobre a origem da eletricidade utilizada, com ênfase em fontes renováveis. A meta é reduzir custos ocultos e pressionar o setor a adotar energia limpa até 2030. A ideia é promover relatórios normalizados e verificáveis.
Os dados indicam que, em 2025, centros de dados representaram cerca de 1,5% do consumo elétrico mundial e podem chegar a quase 3% em 2030. O relatório também aponta duplicação do consumo de água e da poluição associada à IA em quatro anos.
Desafios e respostas globais
Diversas empresas grandes já assumiram compromissos de energia limpa, incluindo potências como Amazon e Google, com planos de renováveis. Contudo, a expansão da IA tem aumentado as emissões devido ao uso de combustíveis fósseis.
Especialistas destacam a importância de políticas públicas que incentivem eficiência energética e a transição para fontes renováveis. O tema IA permanece entre as prioridades da COP deste ano na Turquia, para discutir metas de temperatura global.
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