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Onda de calor na Europa encerra escolas, proíbe álcool e reduz comboios

Onda de calor na Europa encerra escolas, proíbe álcool e reduz serviços ferroviários, com temperaturas previstas até 45 °C e risco de incêndios

Painel à porta de uma farmácia indica 37 graus Celsius (98,6 graus Fahrenheit), em Paris, domingo, 21 de junho de 2026.
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  • Onda de calor na Europa pode levar temperaturas a rondar os quarenta a quarenta e cinco graus Celsius em várias regiões, com avisos vermelhos e laranja em países como Espanha e França.
  • Em França, 845 escolas foram encerradas e outras 1.800 escolas deixaram os alunos sair mais cedo; o governo destinou um milhão de euros para apoio a centros de exame com arrefecimento.
  • França e Bélgica reduziram serviços ferroviários para evitar avarias; em Île-de-France, um em cada dez comboios foi suprimido, com recomendações de viagens menos desnecessárias e incentivo ao teletrabalho.
  • O calor impôs medidas para o consumo de álcool em locais públicos durante a Fête de la Musique; há recomendações para nadar com cautela em zonas vigiadas e evitar riscos de desidratação.
  • Incêndios florestais e seca diversificados pelo calor já obrigaram evacuações, como em Cher, onde um fogo afetou 25 hectares e evacuou cerca de 50 pessoas; estima-se que o calor venha a aumentar as mortes por causas relacionadas em anos futuros.

O calor extremo que varre a Europa neste início de semana está a degradar atividades diárias. A segunda vaga de calor intensifica-se com previsões de temperaturas próximas de 40 ºC em diversas regiões, chegando a 45 ºC em partes de Espanha. França, Reino Unido e outros países seguem sob alertas vermelhos.

Em França, os serviços educativos foram fortemente afetados. Na segunda-feira, 845 escolas foram encerradas e mais 1.800 libertaram os alunos mais cedo. A medida acompanha planos de ajustar horários de exames para lidar com o calor intenso.

Também na França, o Governo proibiu o consumo de álcool em espaços públicos durante o alerta máximo, com eventos movidos para locais fechados. Em Paris, locais de lazer ajustaram-se para reduzir riscos de desidratação e afogamentos em zonas ribeirinhas.

Paralelamente, a Bélgica e França reduziram serviços ferroviários. Em Île-de-France, um em cada dez comboios foi suprimido para proteger infraestruturas quentes. Autoridades recomendam evitar viagens não urgentes e apostar no teletrabalho.

No Reino Unido, não há encerramentos em massa, mas houve flexibilização de uniformes e avaliações de risco para proteger alunos e docentes. O Comité das Alterações Climáticas incentiva a instalação de ar condicionado nas escolas nos próximos anos.

Incêndios florestais e secaAcumulam-se avaliações de risco, com solos ressequidos a potenciar fogos. Em Cher, França, um incêndio de 25 hectares levou à evacuação de cerca de 50 pessoas, dentro de uma zona em alerta vermelho.

Especialistas destacam que alterações climáticas estão a amplificar este episódio, tornando as temperaturas extremas mais intensas. E que o número de mortes por calor em anos anteriores já excedeu em muito as médias.

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