- A demolição de uma estrutura de bar na Praia do Ourigo, no Porto, começou esta terça-feira e deverá ficar concluída em vinte dias.
- A intervenção, gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tem custo de cerca de cinquenta e um mil euros e visa segurança, ambiente e beleza da praia.
- A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, visitou o início dos trabalhos, sustentando que a demolição estava prevista desde dois mil e quinze.
- O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, elogiou a mudança de prioridade política e disse que há vontade de devolver espaço à comunidade.
- O presidente da APA, José Pimenta Machado, classificou a estrutura como um “pequeno monstro” e explicou que notificou o promotor, que não respondeu, ao passo que a demolição avança no domínio público.
O processo de demolição de uma estrutura de bar na Praia do Ourigo, no Porto, arrancou esta terça-feira, com conclusão prevista em 20 dias. A intervenção é gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e visa reforçar a segurança, o ambiente e a beleza da praia.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, assistiu ao início dos trabalhos e lembrou que o processo estava previsto desde 2015, tendo avançado apenas agora. O prazo anterior apontava o início da época balnear como limite para o início da demolição.
A obra está orçada em cerca de 51 mil euros, valor considerado relativamente baixo face a outras intervenções. A demolição promete acrescentar valor à praia, segundo a governante, que destacou a rápida conclusão após o atraso.
Contexto administrativo e mensagens oficiais
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, elogiou a mudança de vontade política que permitiu avançar com o procedimento, agradecendo à APA e à antiga equipa governamental. A demolição foi apresentada como uma melhoria para a comunidade local.
O presidente da APA, José Pimenta Machado, descreveu a estrutura como um “pequeno monstro” que era fundamental demolir, afirmando que a ação decorreu dentro do quadro administrativo. Foi mencionado que o promotor foi notificado, mas não respondeu, tornando a demolição uma ação da entidade pública.
Desdobramentos e enquadramento técnico
O autarca portuense mencionou a aspiração de devolver espaço público à cidade e indicou que projetos para a frente ribeirinha poderão seguir, incluindo ideias de novas intervenções para a zona costeira. A 18 de junho, Duarte já tinha sinalizado o arranque da empreitada como essenciais para a comunidade.
A intervenção, incluída no relatório técnico da APA de 11 de março, é a única registrada para o município do Porto no âmbito de ocorrências na faixa costeira de Portugal continental entre outubro de 2025 e os primeiros dias de março. O relatório aponta os impactos do mau tempo e de tempestades na região.
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