- Dois estudos da France Info indicam que o calor poderá provocar cerca de cinco mil quatrocentas mortes por ano em França, considerando-o uma emergência de saúde pública ainda pouco tratada pelos poderes públicos.
- O calor aumenta o risco de enfarte em 7 % durante episódios extremos e a mortalidade é duas vezes superior entre as mulheres nos dias mais quentes; se os episódios durarem mais de uma semana, o risco de insuficiência renal aguda sobe 70 %.
- O aquecimento global agrava as desigualdades: excesso de mortalidade estimado em 31 % nas zonas menos favorecidas em verão de 2025; residentes nos 20 % dos bairros mais abastados estão até dez vezes menos expostos aos riscos.
- Cerca de 66 % dos franceses dizem ter dificuldades em suportar o calor em casa e 40 % das habitações não possuem estores, com bairros populares a serem os mais afetados.
- As organizações pedem aos poderes públicos para acelerar a renovação térmica das habitações, incluindo a proposta de lei “Zéro logement bouilloire” e um plano nacional para instalar estores e ventoinhas até 2040, reforçar o Fundo Verde e criar dispositivos de “grande calor” para proteger quem está mais vulnerável, como as pessoas sem-abrigo.
França enfrenta ondas de calor com impactos significativos na saúde. Dois estudos divulgados pela France Info, baseados em dados da Oxfam, estimam 5 400 mortes anuais no país devido ao calor extremo. O trabalho alerta para uma “emergência de saúde pública” ainda subavada pelos decisores políticos.
Os trabalhos destacam que o calor vai além da desidratação entre idosos. O risco de enfarte aumenta 7% durante episódios quentes; a mortalidade é duas vezes superior entre mulheres nos dias mais quentes. Quando as vagas chegam a mais de uma semana, o risco de insuficiência renal aguda sobe 70%.
Desigualdades acentuadas
A Oxfam aponta que o aquecimento agrava desigualdades regionais. O excesso de mortalidade pode chegar a 31% nas regiões menos abastadas em verões de 2025, enquanto residentes dos 20% dos bairros mais ricos estariam até 10 vezes menos expostos.
A Fundação para a Habitação reforça o diagnóstico sobre precariedade energética. Cerca de 66% dos franceses dizem ter dificuldades com o calor em casa; 40% das habitações não possuem estores, prejudicando o controlo da temperatura. Bairros populares são os mais afetados.
Propostas de políticas públicas
As organizações apelam à renovação térmica das habitações como medida prioritária. Propõem que a agenda parlamentar inclua a lei “Zéro logement bouilloire” e um plano nacional para instalar estores e ventoinhas até 2040.
Também recomendam reforçar o Fundo Verde para adaptação climática do espaço público e criar dispositivos de proteção contra o calor extremo, similares aos planos de inverno, para apoiar populações vulneráveis, nomeadamente pessoas sem-abrigo.
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