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Amianto persiste em zonas industriais encerradas há mais de 20 anos

Fábricas de amianto encerraram há mais de duas décadas, mas estruturas abandonadas mantêm risco de contaminação para população e trabalhadores

A Lusalite, em Oeiras, dedicava-se à produção de materiais com amianto
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  • Fábricas que dominavam a produção de materiais com amianto em Portugal fecharam no início do século, mas o amianto permanece nas instalações abandonadas.
  • Os edifícios da Lusalite, em Oeiras; da Cimianto, em Alhandra (Vila Franca de Xira); e da Novinco, em São Mamede de Infesta (Matosinhos), estão abandonados, vandalizados e com grandes quantidades de amianto.
  • A entrada nas fábricas é relativamente fácil, com acesso no interior já documentado por curiosos que gravam imagens das áreas contaminadas.
  • A Lusalite, perto da estação da Cruz Quebrada, era local de passagem de centenas de pessoas, a menos de dois quilómetros do Estádio Nacional do Jamor, com cerca de 30 mil metros quadrados de área ocupada e cerca de setecentos e oitenta trabalhadores outrora.
  • A Quercus classifica a Lusalite como um dos locais mais críticos de concentração de amianto, criticando a falta de exigência por parte das entidades públicas para a remoção do material.

As fábricas que asseguravam a maior parte da produção de materiais com amianto em Portugal encerraram as portas no início do século. No entanto, o abandono manteve-se, e os edifícios permanecem hoje desocupados, vandalizados e recebendo, em alguns casos, grandes quantidades de material cancerígeno. Os complexos da Lusalite, em Oeiras, da Cimianto, em Alhandra (Vila Franca de Xira) e da Novinco, em São Mamede de Infesta (Matosinhos), continuam sem remoção efetiva de amianto.

Contactos com o interior dos complexos não são difíceis, e o acesso por parte de curiosos é frequente. Perto da estação de comboios da Cruz Quebrada, a Lusalite fica a menos de dois quilómetros do Estádio Nacional do Jamor, com entradas que dão acesso a diversas estruturas abandonadas. Entre os resíduos, há chapas onduladas e lisas, tubos de canalização, redes de esgoto, condutas de água e caleiras que outrora serviam o país.

A gestão pública é apontada como deficientemente intervencionista em termos de remoção do amianto. A Lusalite, que ocupava cerca de 30 mil metros quadrados e empregava aproximadamente 780 pessoas, é considerada um dos locais com maior concentração de amianto, de acordo com a Quercus. A associação alerta para a persistência do problema e afirma que não houve exigência aos proprietários para a remoção do material.

Situação atual e desdobramentos

A situação dos imóveis permanece estática há anos, sem intervenções relevantes que eliminem o risco. Especialistas destacam a necessidade de políticas públicas mais claras sobre a gestão de amianto em imóveis encerrados. A defesa do meio ambiente cresce entre entidades não governamentais, que solicitam fiscalização mais rigorosa e planos de descontaminação.

As autoridades locais não divulgaram prazos nem planos de intervenção específicos para os edifícios mencionados. O foco permanece na redução de riscos à população que circunda as antigas unidades industriais e na melhoria da qualidade do ar nas áreas adjacentes.

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