- Médio Tejo entra no verão com milhares de árvores derrubadas pela tempestade Kristin por remover e com carga combustível elevada nas florestas.
- As equipas de sapadores florestais da Associação de Agricultores do Ribatejo Norte mantêm sete grupos no terreno, atuando em Abrantes, Barquinha, Constância, Sardoal e Mação.
- O prazo para limpeza de terrenos foi prolongado até 30 de junho, e ainda existem caminhos secundários por desobstruir em vários pontos da região.
- A mudança na disposição do combustível — que passou a estar no solo — eleva o risco de incêndio e complica o acesso a determinadas zonas.
- Autoridades locais pedem colaboração de proprietários e comunidades para reduzir riscos, dado o volume de combustível residual e a necessidade de obras contínuas de desobstrução.
A região do Médio Tejo encara o verão com um aumento significativo de combustível florestal e milhares de árvores derrubadas pela tempestade Kristin ainda por remover. Os trabalhos de desobstrução de caminhos, remoção de árvores tombadas e criação de faixas de contenção continuam em vários concelhos do distrito de Santarém.
Quatro meses depois do temporal, há zonas onde o combustível que estava suspenso passou a estar no solo, elevando o risco de incêndio e dificultando o acesso a áreas periféricas. A Associação de Agricultores do Ribatejo Norte mantém sete equipas de sapadores florestais ativas ao longo do ano para enfrentar a pressão operacional.
Contexto operacional
Em Abrantes, Barquinha, Constância, Sardoal e Mação, o trabalho de limpeza prossegue, com o objetivo de abrir vias de acesso e proteger zonas habitadas. O prazo nacional de limpeza de terrenos foi estendido até 30 de junho, refletindo dificuldades já verificadas no terreno.
Desafios e perspetivas
O território ficou diferente, com zonas onde o combustível está agora no solo, tornando as operações mais complexas. O presidente da Câmara de Abrantes, e da CIM Médio Tejo, sublinha que o risco aumentou não só na região, mas também em Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere, onde há muitas árvores caídas.
Sapadores no terreno
As equipas trabalham na desobstrução de estradões florestais e na criação de faixas de contenção junto a infraestruturas críticas, como o quartel de Abrantes e áreas urbanas. A prioridade é reduzir o risco de incêndios, mantendo planos de intervenção em vias secundárias e propriedades privadas.
Perspectivas para o verão
Os sapadores descrevem uma corrida contra o tempo, com temperaturas altas e menos mão-de-obra disponível. A copa das árvores permanece no solo em muitos locais, o que pode complicar cenários de rescaldo e incêndio prolongado.
Conclusões operacionais
Segundo técnicos de proteção civil, ainda há muitas vias florestais por desobstruir e áreas perigosas que exigem decisões rápidas sobre prioridades de intervenção. O trabalho é contínuo e exige tempo, colaboração entre entidades e participação cívica para reduzir riscos.
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