Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ar condicionado sobreaquece redes de energia: quais alternativas?

Calor precoce aumenta a procura de arrefecimento, pressionando redes elétricas; especialistas apontam eficiência e desenho urbano como saída

Especialistas defendem alternativas para arrefecer, como escolher aparelhos de ar condicionado com menos emissões e projetar casas de forma mais estratégica.
0:00
Carregando...
0:00
  • A vaga de calor precoce na Europa levou Reino Unido e França a registarem recordes de temperatura e ativação de alertas nacionais, aumentando a procura por arrefecimento.
  • A Agência Internacional de Energia estima que até 2050 mais de oitenta por cento da procura mundial de eletricidade para arrefecimento esteja em economias emergentes e em desenvolvimento.
  • O uso de ar condicionado tem pressionado redes elétricas, com picos de consumo acima da média em França e Nova Iorque, e contribui para emissões significativas de CO₂.
  • Especialistas defendem reduzir impacto através de ar condicionado mais eficiente, uso de ventoinhas combinadas com temperaturas moderadas, bombas de calor e desenho de edifícios mais eficientes.
  • A integração do arrefecimento no urbanismo e no desenho de cidade, bem como abrigos climáticos em espaços públicos, são apontados como medidas de longo prazo para mitigar a procura excessiva de energia.

O calor extremo está a pressionar redes de energia na Europa, ampliando a procura por arrefecimento. O aumento da utilização de ar condicionado eleva o consumo elétrico e as emissões, sobretudo nas zonas urbanas com efeito de ilha de calor.

Especialistas defendem alternativas para reduzir o impacto. Ventilações naturais, isolamentos eficazes e tecnologias de baixo consumo são apontadas como caminhos a explorar, incluindo o uso de bombas de calor para arrefecer além do aquecimento.

O estudo da Agência Internacional de Energia (AIE) aponta que o ar condicionado já representa uma pressão significativa sobre redes elétricas. Em França e Nova Iorque, picos de consumo atingem padrões elevados durante vagas de calor.

O aumento de unidades de ar condicionado em habitações é uma tendência global. A Europa já registou duplicação desde 1990, com números que podem quadruplicar até 2050, segundo projeções da AIE.

Na Ásia Sudeste, o parque de aparelhos deverá crescer consideravelmente entre 2020 e 2040, com impactos relevantes no consumo de energia e nas emissões associadas. A melhoria da eficiência é uma das recomendações centrais.

Em França, a utilizção de ar condicionado elevou o consumo elétrico para níveis acima da média, mesmo em períodos de menor procura. Em Nova Iorque, o aumento foi ainda mais expressivo durante vagas de calor.

A AIE alerta para o efeito dos gases refrigerantes HFC e HCFC, que retêm calor e agravam o aquecimento global. O uso de equipamentos mais eficientes pode ajudar a reduzir o impacto ambiental.

Medidas de curto prazo passam pela melhoria da eficiência dos aparelhos. Modelos mais eficientes podem ser preço-compatíveis com os de menor desempenho, quando comparados pelo custo por watt.

Ao lado da eficiência, alterações de comportamento também reduzem consumo. Ajustar temperaturas para valores ligeiramente mais altos e combinar com ventoinhas pode diminuir significativamente o gasto energético.

Bombas de calor ar-ar surgem como opção para arrefecer habitações, mantendo o calor fora de casa. Embora eficientes para aquecer, o seu uso em arrefecimento pode exigir cuidados com o consumo.

A integração do arrefecimento no desenho de edifícios e cidades ocupa lugar central na discussão. Boas isolação e sombreamento externo reduzem a necessidade de arrefecimento, em alguns casos até 80 por cento.

Técnicas de ventilação natural e projetos de urbanismo que promovam áreas verdes ajudam a mitigar picos de calor. Em Paris, jardins urbanos mostram temperaturas noturnas mais amenas do que zonas construídas adjacentes.

Pelo lado prático, cidades já investem em abrigos climáticos para apoiar populações vulneráveis. Em Barcelona, centenas de abrigos públicos oferecem climatização, água gratuita e sombra para quem não tem condições de arrefecimento em casa.

A adoção de políticas abrangentes envolve não apenas equipamentos eficientes, mas também planejamento urbano, isolamento e infraestruturas públicas que atendam a comunidades inteiras durante ondas de calor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais