Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Coligação nórdica insta UE a manter veto a novas perfurações no Ártico

Alerta ambiental e de segurança: a coligação nórdica pressiona a UE a manter a proibição de novas perfurações no Ártico, evitando riscos e dependência de fósseis

Patrulha a fragata francesa Normandie num fiorde norueguês, a norte do Círculo Polar Ártico, na quarta-feira, 6 de março de 2024.
0:00
Carregando...
0:00
  • Uma coligação nórdica de instituições financeiras, sindicatos e cientistas do clima pediu à Comissão Europeia que mantenha a proibição de novas perfurações de petróleo e gás no Ártico, no contexto da revisão da estratégia da UE para a região.
  • A carta, dirigida a cinco comissários, alerta para riscos ambientais e de segurança, destacando a proximidade com a Rússia e potenciais ataques a infraestruturas no mar de Barents.
  • Os signatários argumentam que ampliar a exploração fósseis no Ártico aumentaria o aquecimento e colocaria ecossistemas globais em risco, mencionando a possível origem de derrames e fugas de petróleo.
  • Questionam ainda a viabilidade económica, citando que projetos na plataforma continental norueguesa demoram cerca de treze anos a desenvolver-se e que recursos estimados podem ser 78% inferiores às projeções oficiais.
  • Em vez de expandir a exploração, defendem acelerar a eletrificação, a eficiência energética e a expansão de energias renováveis; a Comissão está a atualizar a estratégia para o Ártico, mas ainda não há decisões tomadas.

Uma coligação nórdica de instituições financeiras, sindicatos e cientistas do clima pediu à Comissão Europeia que mantenha a proibição de novas perfurações de petróleo e gás no Ártico. O apelo chegou durante a revisão da política da UE para a região. A carta é dirigida a cinco comissários e exprime preocupação com a reapreciação da posição atual.

O grupo sustenta que o risco ambiental é elevado e que a segurança europeia fica comprometida pela proximidade com a Rússia. O texto menciona ainda o aumento do aquecimento da região sudeste do Ártico e a vulnerabilidade de infraestruturas críticas.

Signatários e contexto

Entre os signatários contam-se o ex-vice-chanceler alemão Robert Habeck e a ex-ministra dinamarquesa Connie Hedegaard. A carta alerta para potenciais danos ambientais por derrames e para impactos negativos nos ecossistemas marinhos.

A UBS, a Equinor e outras entidades são citadas no debate sobre futuras operações. A Equinor apoia atualizar a estratégia da UE, mas defende que não deve haver moratória geral na região.

Um porta-voz da Comissão afirmou que a EU está a rever a estratégia para o Ártico, em resposta a mudanças geopolíticas e aos preços de energia. Não estão ainda a ser tomadas conclusões públicas.

Argumentos económicos e energéticos

Os signatários contestam a ideia de que novas perfurações asseguram segurança energética. Dizem que projetos noruegueses demoram cerca de 13 anos a estar operacionais, atrasando qualquer benefício para 2040.

Relatórios independentes sugerem que o potencial no mar de Barents é menor do que o previsto pelo governo norueguês. Assim, a viabilidade económica fica questionada.

A carta defende que investir na eletrificação, na eficiência das redes e na expansão de energias renováveis traz mais estabilidade a longo prazo. A dependência de combustíveis fósseis permanece vista como risco.

A Comissão descreveu o processo de atualização da estratégia como ainda numa fase inicial, sem conclusões finais. O objetivo é alinhar objetivos climáticos com necessidades de energia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais