- Marisa Mender Franklin criou a Midtown Bramble and Bloom, trocando espaço para cultivar flores por cuidado dos relvados e flores frescas, começando em 2021.
- O modelo de floricultura urbana envolve espaços ODS como terrenos baldios, relvados escolares e pátios de bairros operários, para manter a vida selvagem e fortalecer a comunidade.
- Exemplos: Rachel Nafis dirige a Psalter Farm Flowers em City Heights, abastece três lojas locais e oferece CSA a 69 membros, com nove hortas urbanas.
- Em Norfolk, Dee Hall gere Mermaid City Flowers, com meio hectare de lotes perto de casa para produzir para a floricultura local, destacando o acesso à terra para comunidades não brancas.
- Os desafios incluem logística de gerir vários locais, custos de rega e manutenção, bem como controlo de acesso e danos, mas os benefícios para a biodiversidade e para a coesão de vizinhança são significativos.
Desde Midtown, no centro de Memphis, EUA, uma nova forma de cultivo urbano ganha terreno: vizinhos cedem espaço nos seus terrenos para floresta de flores, em troca de cuidados com o espaço e flores frescas. O movimento já gerou comunidades mais unidas e produção local de flores para eventos e lojas.
A iniciativa começou em 2020, quando Marisa Mender Franklin, então jardineira de profissão, decidiu transformar terrenos ociosos do bairro em quintais de flores. Em poucas semanas, recebeu dezenas de propostas de vizinhos dispostos a emprestar espaço para cultivo.
Marisa criou a Midtown Bramble and Bloom, empresa que funciona hoje como floricultura a tempo inteiro, com sete funcionários e uma loja de bairro. A produção acontece em dez lotes e envolve trabalhos de educação comunitária, através de workshops sobre jardins e arranjos florais.
A prática de floricultura urbana envolve pagamento simbólico em forma de cuidados com o terreno, mistura de sementes e, naturalmente, flores frescas. O modelo tem mostrado benefícios ambientais, como a promoção da fauna nativa, e reforça o orgulho na vizinhança.
Crescimento da Floricultura Urbana
Em San Diego, Rachel Nafis também adotou o modelo, começando em 2012 com a permissão de vizinhos para usar relvados. Em 2018, ampliou para cultivar flores no quintal e, em setembro de 2021, abandonou a enfermagem para se dedicar ao negócio, hoje chamado Psalter Farm Flowers. A empresa abastece lojas locais e opera um CSA com 69 membros, cultivando em nove hortas urbanas que somam um quarto de acre.
Outra floricultura em Norfolk, Mermaid City Flowers, surgiu em 2020 graças a Dee Hall, antiga gestora de condomínios. Dee reuniu diversos lentos lotes a curta distância de casa para produzir arranjos para a loja, destacando ainda o benefício de reduzir a necessidade de manter jardins próprios. Hall também sublinha que o acesso à terra continua a ser uma barreira histórica para comunidades não brancas.
Desafios e impacto comunitário
Clarke Forrest e Marnie Baird, de San Diego, aderiram ao modelo ao oferecerem aos vizinhos o espaço de um quintal frente de uma casa, após conhecerem a experiência de Rachel Nafis. Com o passar de duas temporadas, a parceria revelou-se benéfica, criando um espaço de vida selvagem mais rico e fortalecendo as relações entre moradores.
Marisa, por sua vez, aponta dificuldades logísticas: gerir múltiplos locais exige duplicação de sistemas de rega e temporizadores, o que aumenta custos e a complexidade operacional. Ainda assim, o benefício de ampliar a vida comunitária e a presença de plantas nativas justifica o esforço.
Ao longo do tempo, o movimento tem mostrado que a floricultura urbana pode transformar bairros, promovendo cuidado com o ambiente, apoio entre vizinhos e flores para lojas, casamentos e eventos locais. No entanto, a prática requer coordenação cuidadosa entre proprietários, agricultores e residentes para manter o equilíbrio entre uso do espaço e manutenção ambiental.
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