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Bombas de calor conseguem refrescar a casa e comparar-se com o ar condicionado

Bombas de calor ganham terreno na Europa como alternativa ao ar condicionado, com custos e subsídios baixos e debate sobre impacto ambiental

Unidades de ar condicionado fixadas na fachada de um edifício
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  • O calor intenso está a tornar-se o “novo normal” na Europa, com previsões de máximas elevadas em várias cidades, incluindo Sevilha, Bilbau, Estugarda e no sul de Inglaterra.
  • Bombas de calor ganham terreno na Europa, com as vendas residenciais a subir em média 25% no primeiro trimestre de 2026 em França, Alemanha e Polónia; no Reino Unido houve subida superior a 50% nas primeiras três semanas de março.
  • As bombas de calor ar-ar aquecem o interior já com capacidade de retirar calor, são mais baratas que outros modelos, mas não fornecem água quente de forma integrada, exigindo outro sistema para água quente.
  • A Agência Internacional de Energia (AIE) aponta que o arrefecimento representa cerca de sete por cento da eletricidade mundial em 2022; o uso de ar condicionado gerou cerca de mil milhões de toneladas de CO₂ em 2022, com perspetivas de aumento para 5,5 mil milhões de aparelhos até 2050.
  • Medidas passivas, como estores e ventilação, ajudam a reduzir a necessidade de arrefecimento ativo; há abrigos climáticos em Espanha para acolher população durante ondas de calor.

Duas a três parágrafos iniciais de texto corrido, que apresentem o essencial: numa Europa em choque com o calor, os dias de Pentecostes trouxeram temperaturas que se prevêem superiores às médias. Espanha, Alemanha e Reino Unido enfrentam valores acima de 30 °C, com regiões a chegar a 39 °C. Estão em curso discussões sobre o papel das bombas de calor na proteção de casas e serviços públicos.

Numa perspetiva climática, o calor de 2025-2026 é visto como parte de um novo normal. Um relatório recente do Comité para as Alterações Climáticas do Reino Unido alerta para a inevitabilidade do ar condicionado para habitações, hospitais e escolas diante de ondas de calor cada vez mais intensas.

Bombas de calor ganham terreno na Europa

As bombas de calor transferem calor de fora para dentro, ou vice-versa, funcionando com base em ar, solo ou água. A Escandinávia continua a liderar o mercado, com a procura a crescer 25% no primeiro trimestre de 2026 em França, Alemanha e Polónia. No Reino Unido, as vendas aumentaram mais de 50% na primavera, segundo a Octopus Energy.

Existem diferentes tipos. As bombas de calor ar-ar aquecem o interior usando uma unidade exterior ligada a ventiladores internos. Ao contrário das soluções ar-água ou geotérmicas, o modelo ar-ar pode também extrair calor do interior para o exterior, funcionando como ar condicionado. Custam, em média, menos que outras opções.

Vantagens e limitações

No Reino Unido, o custo inicial de uma bomba de calor ar-ar ronda os 1 900 libras por divisão e cerca de 3 700 libras para uma casa de três quartos. Os subsídios públicos para este tipo de sistema costumam ser mais baixos. O principal inconveniente é que a água quente não é fornecida pelo equipamento, exigindo um sistema adicional para o banho e a loiça.

Mesmo com estas limitações, as bombas de calor ar-ar podem ser adequadas para habitações pequenas ou para quem vive sob restrições urbanísticas. Também ajudam a reduzir as emissões quando substituem sistemas a combustão para aquecimento.

Energia, climatização e água quente

As bombas de calor ar-ar não eliminam por completo a necessidade de arrefecimento externo de calor produzido. O balanço ambiental depende também de reduzir o uso de aquecimentos convencionais a combustíveis fósseis. A Agência Internacional de Energia estima que o arrefecimento com ar condicionado consumiu 7% da eletricidade global em 2022, e que há previsão de triplicarem as unidades até 2050.

Abordagens de baixo consumo

Especialistas recomendam medidas de arrefecimento passivo como estores opacos e ventilação noturna para reduzir a demanda eléctrica. Em muitos países, também existem redes de abrigo climáticos públicos para oferecer locais frescos e água aos cidadãos, especialmente nos momentos de maior calor.

O calor intenso tende a manter-se como desafio urbano, com o efeito ilha de calor agravando a sensação de desconforto nas cidades. Observa-se que milhões de pessoas poderão beneficiar-se, a longo prazo, de soluções que combinam arrefecimento eficiente com redução de emissões.

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