- O coordenador Paulo Fernandes afirma que o conteúdo do relatório da Presidência Aberta tem grande alinhamento com o PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência).
- O relatório, elaborado na Zona Centro entre 6 e 10 de abril, conclui que é preciso acelerar apoios, clarificar medidas e melhorar a coordenação entre entidades.
- A Presidência Aberta identifica ainda falhas de comunicação, coordenação e interoperabilidade durante a gestão das tempestades de janeiro e fevereiro.
- O documento aponta necessidades de reforçar redundâncias em telecomunicações, energia, acessibilidades e comunicação em emergência, para enfrentar meses de maior risco.
- O presidente da República manifesta preocupação com a preparação do país para futuros eventos, incluindo regimes, plataformas e regulamentos já estabelecidos, para evitar nova ineficiência.
O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes, diz que o relatório da Presidência Aberta sobre o mau tempo está em forte sintonia com o PTRR — Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência. A mudança de tom entre documentos evidencia convergência de propostas e reflexões estratégicas entre os instrumentos.
Fernandes sublinha ainda que, numa leitura do relatório, não se vê uma crítica direta ao Governo, mas sim um foco no que une as iniciativas públicas. O objetivo é avançar com soluções conjuntas, especialmente em áreas de resposta rápida, afirma.
O PTRR é o programa de resposta à catástrofe climática que afetou várias regiões entre 28 de janeiro e 15 de fevereiro, com foco em tornar o país mais seguro, resiliente e competitivo, segundo o Governo. O relatório da Presidência Aberta foi elaborado na Zona Centro, entre 6 e 10 de abril, com visitas às áreas afetadas.
Medidas e lacunas identificadas
O documento aponta a necessidade de acelerar apoios, clarificar medidas e melhorar a coordenação entre entidades operacionais. São destacadas falhas na redundância de telecomunicações, energia, acessibilidades e comunicação de emergência, importantes para enfrentar meses de maior risco.
A governação da crise de janeiro e fevereiro é descrita como revelando insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade entre planos, plataformas e interlocutores. O relatório detalha falhas no aviso, na gestão de risco e na articulação entre níveis de administração.
Paulo Fernandes assinala que o relatório é relevante não apenas pela análise de um período dramático, mas pela ênfase na necessidade de soluções construtivas. O presidente da República é referido como empenhado em propostas que contribuam para o equilíbrio entre resposta rápida e organização estrutural.
Perspetivas de preparação e execução
O coordenador reconhece que as respostas institucionais foram rápidas e diversas, o que criou desafios regulatórios, de plataformas e de harmonização entre entidades. O foco, no entanto, recai sobre preparar o país para eventos futuros com ferramentas já testadas, juridicamente e financeiramente prontas.
Outra linha do relatório é a valorização de uma avaliação permanente para evitar que alguém fique para trás. O Presidente da República manifesta preocupação com a recuperação, resiliência, comunicação, seguros, edificado, tecido económico e grupos vulneráveis, mantendo a vigilância sobre a implementação de medidas.
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