- Cinco municípios, cinco presidentes de câmara, defendem estudos de impacto económico e ambiental à barragem de Girabolhos, no concelho de Seia.
- A barragem foi integrada no plano hídrico nacional, servindo os distritos de Guarda e Viseu.
- Os autarcas consideram a notícia positiva desde que haja compensações efetivas e estudos sobre o impacto no território.
- O presidente da Câmara de Fornos de Algodres, Alexandre Lote, diz que reforça a resiliência hídrica e a resposta à seca.
- O presidente da Câmara de Gouveia, Jorge Ferreira, sustenta que, para ser benéfica ao interior, é preciso compromissos concretos do Estado.
O regresso da barragem de Girabolhos ao plano hídrico nacional gerou expectativa entre os cinco municípios que vão ficar na sua área de influência. A decisão surge num contexto marcado pelo impacto de tempestades registadas no início do ano e é vista como uma oportunidade para reforçar a resiliência hídrica da região.
As cinco câmaras, lideradas por presidentes do PSD e do PS, admitem contenção quanto a benefícios e assumem posição favorável ao projeto desde que existam compromissos efetivos. A posição majoritária aponta para efeitos positivos no território, desde que sejam assegurados estudos independentes de impacto económico e ambiental.
Entre os municípios envolvidos, Fornos de Algodres e Gouveia destacam ganhos para a capacidade de resposta à seca e para a gestão de recursos hídricos no Interior. O presidente da Câmara de Fornos de Algodres refere a barragem como instrumento de proteção, enquanto o autarca de Gouveia sublinha a necessidade de compromissos do Estado com o território para que o impacto seja efectivamente positivo.
Os autarcas pedem, em simultâneo, avaliações técnicas sobre as consequências económicas e ambientais da obra. A visão comum é de que o projeto pode trazer benefícios, desde que acompanhados por estudos rigorosos e por garantias de investimento público que salvaguardem o equilíbrio regional.
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