- Adeptos suecos de futebol vão recolher urina humana no estádio do Malmö FF, o Eleda Stadion, com o objetivo de recolher mil litros até ao fim do teste.
- A iniciativa visa reduzir a dependência da Suécia de fertilizantes sintéticos importados, ligados a energia fóssil, e enfrentar a crise de fertilizantes na Europa.
- O projeto envolve a Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU), a empresa Sanitation360 e a empresa de bebidas Oatly, testando a viabilidade da urina como fertilizante circular.
- O Malmö FF instalou quinze urinóis e uma sanita no estádio para recolha, com o teste a decorrer desde 24 de maio até ao último jogo em casa, em 29 de novembro.
- Os investigadores estimam que a urina poderia substituir até 30 por cento do fertilizante sintético na Suécia, dependendo de segurança, logística e aceitação pública.
Adeptos suecos de futebol vão participar este ano num projeto único: recolher urina humana para ajudar a reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos importados. O Eleda Stadion, casa do Malmö FF, abre as portas no domingo para recolha de 1000 litros de urina.
O projeto envolve a Universidade Sueca de Ciências Agrárias (SLU), a empresa Sanitation360 e a empresa de bebidas Oatly, em conjunto com o Malmö FF. O objetivo é testar a viabilidade de transformar urina em fertilizante circular.
A iniciativa começou no estádio, que tem 15 urinóis e uma sanita dedicados ao estudo. O período de teste decorre até 29 de novembro, englobando higiene, logística e aceitação pública.
Parcerias e objetivos
A urina contém azoto, fósforo e potássio, nutrientes-chave para cultivos. Investigadores avaliam se o fertilizante derivado de urina é seguro para consumo humano e quais melhorias são necessárias nas infraestruturas sanitárias.
Se bem-sucedido, o projeto pode adaptar instalações sanitárias para recolha massiva de urina e reduzir o lixo de águas residuais. Estima-se que a urina possa substituir até 30% do fertilizante atual na Suécia.
Impacto e próximos passos
Os investigadores estudam a viabilidade de aplicar este método em maior escala e a aceitabilidade entre consumidores. A pesquisa aborda potenciais resíduos farmacêuticos e riscos biológicos, fundamentais para implementação futura.
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