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Veterinários que ajudaram a nascer 120 linces no Algarve serão dispensados

ICNF dispensa a equipa do Centro de Reprodução do Lince-Ibérico em Silves; nova gestão assume a partir de 1 de junho para assegurar continuidade do programa

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  • O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai dispensar a equipa de veterinários e tratadores do Centro de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRL), em Silves.
  • O ICNF quer assumir a gestão direta do espaço, criado em 2009, onde já foram libertados cerca de 120 linces para reforçar as populações em Portugal e Espanha.
  • A decisão afeta 14 profissionais especializados, cuja experiência em comportamento, reprodução, manejo e recuperação da espécie é considerada fundamental para o sucesso do programa ibérico.
  • A SOS Animal Portugal expressou a preocupação de uma mudança abrupta sem fundamentos técnicos claros, transparentes e sustentados para a decisão.
  • A nova equipa, liderada por Alexandra Pereira, deverá iniciar funções a 1 de junho, dando início a um “novo ciclo” na gestão do CNRL, com garantia de continuidade e sustentabilidade do trabalho.

O Centro de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRL), em Silves, poderá perder a equipa de veterinários e tratadores que desde 2009 tem feito a gestão técnica do espaço. O ICNF pretende assumir a gestão direta do centro, uma unidade que já permitiu a saída de cerca de 120 linces para reforçar as populações em Portugal e Espanha.

O centro resulta de uma contrapartida ambiental associada à barragem de Odelouca, financiada por fundos europeus. A passagem de gestão, ainda sem data de conclusão, pode levar à substituição de profissionais altamente qualificados na área da reprodução e recuperação da espécie.

14 trabalhadores, incluindo veterinários, tratadores e técnicos, são diretamente afetados pela mudança. Eles acumularam conhecimento sobre comportamento, manejo e reabilitação do lince, contribuindo para o sucesso do programa ibérico durante quase duas décadas.

Reação e argumentos em defesa da equipa

A SOS Animal Portugal expressou preocupação com a transição abrupta, questionando a ausência de fundamentos técnicos transparentes apresentados à comunidade científica e civil. O grupo pediu garantias sobre a continuidade dos serviços especializados.

O ICNF, por sua vez, afirma que o ciclo de gestão segue para assegurar continuidade e sustentabilidade. A administração alega que a nova equipa reúne os mesmos requisitos dos concursos públicos já existentes e que há planos formais de transição.

Nova liderança e data de entrada em funções

A equipa que ficará responsável pela gestão já conta com liderança definida. Alexandra Pereira, antiga diretora do Departamento do Bem-Estar dos Animais de Companhia no ICNF, vai chefiar o núcleo. A tomada de funções está prevista para 1 de junho.

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