- O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, alertou para um verão potencialmente “problemático” devido ao aumento de combustível florestal e às consequências das tempestades, incluindo Kristin.
- Reuniram‑se nos onze municípios do Médio Tejo entidades como GNR, ICNF, PSP, ANEPC e PJ para preparar o ano de 2026 e trabalhar as causas dos incêndios, com o DECIR ativo entre 15 de maio e 15 de outubro.
- A região tem elevada carga florestal e o risco é agravado pelos estragos de Kristin, com árvores derrubadas aumentando o combustível em Abrantes, Mação, Sardoal, Ferreira do Zêzere e Ourém.
- Já foram registadas 56 ignições desde o início do ano na região; em 2025 houve 101 ignições por negligência e 98 por intencionalidade, conforme ICNF.
- O dispositivo de combate a incêndios está concluído e será apresentado a 14 de maio no Sardoal, com equipas e equipamentos prontos e apelo à participação da população na detecção de situações suspeitas.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, alertou para a necessidade de reforçar a prevenção face ao risco de incêndios rurais na região, apontando um verão potencialmente problemático. O aviso foi feito nesta terça-feira.
Lobato informou que foi realizada uma ronda pelos 11 municípios do Médio Tejo para preparar o ano de 2026 e analisar as causas dos incêndios. O trabalho envolveu entidades como a GNR, ICNF, PSP, ANEPC e a PJ, presente em algumas reuniões.
O objetivo é sensibilizar municípios e agentes locais para o período crítico de incêndios, que vai de 15 de maio a 15 de outubro, quando fica ativo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). A ênfase está na prevenção de combustíveis e de causas negligentes e intencionais.
Contexto atual
A região apresenta elevada carga florestal, o que aumenta o risco operacional. O comandante destacou que o ano pode ser complicado devido às chuvas recentes e ao crescimento de combustíveis em vários locais. Os efeitos da tempestade Kristin também são citados como fator de alerta.
Lobato indicou que zonas com maior risco incluem Abrantes, Mação, Sardoal, Ferreira do Zêzere e Ourém, devido a árvores derrubadas pela tempestade. Paralelamente, há trabalho de limpeza e desobstrução de caminhos rurais que promete avançar até junho ou julho.
A nível de causas, ressaltou que as negligentes continuam a representar uma parte significativa das ignições. As ações de sensibilização junto da população foram apresentadas como medida prioritária. O trabalho conjunto com forças de segurança é destacado como crucial.
Dados do ICNF indicam que, em 2025, o Médio Tejo registou 223 ignições, das quais 101 foram negligentes e 98 intencionais. Lobato referiu que campanhas de prevenção devem incidir sobre queimadas e queimas agrícolas, reforçando a cooperação com a GNR, PSP e PJ.
Quanto ao DECIR, o plano já está concluído e será apresentado no dia 14 de maio, no Sardoal. As equipas estão prontas, os equipamentos também, sublinhou, destacando a articulação entre municípios, bombeiros, ICNF e forças de segurança.
O responsável encerrou sem afirmações categóricas sobre o impacto, mantendo o apelo à prudência. Houve ainda uma mensagem de participação da população na detecção de comportamentos suspeitos.
Entre na conversa da comunidade