- O aterro de Lomas Los Colorados, a cerca de 60 quilómetros a norte de Santiago, tem formato de pirâmide e recebe resíduos de uma área com mais de sete milhões de habitantes.
- Segundo estudo da agência ambiental da ONU, é uma das maiores fontes mundiais de metano e lidera uma lista de cinquenta locais com emissões elevadas.
- Desde 2007, um programa de captura de metano para biogás alimenta a central elétrica da própria instalação, evitando emissões e gerando até 100 mil megawatts-hora de energia.
- O aterro produz 102.667 toneladas métricas de metano por ano, equivalente às emissões de quase dois milhões de automóveis; os 20 locais seguintes somam, em média, cerca de 60 mil toneladas a menos.
- Os vizinhos sofrem com moscas e odores 24 horas por dia; especialistas defendem maior separação de resíduos orgânicos para digestão anaeróbica ou compostagem, enquanto a empresa contesta a avaliação com base numa única medição de início de 2026.
O aterro de Lomas Los Colorados, em formato de pirâmide, fica a cerca de 60 km a norte de Santiago, no Chile. Recebe resíduos domésticos de uma região com mais de sete milhões de habitantes e é apontado pela ONU como uma das maiores fontes mundiais de metano.
Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), com dados de satélite, coloca o aterro no topo de uma lista de 50 locais com elevadas emissões de metano. O gás é um potente agente do aquecimento global.
O metano emitido pelo aterro, estimado em 102.667 toneladas métricas por ano, é quase o equivalente às emissões de quase dois milhões de automóveis em circulação. O ranking situa o aterro à frente de uma instalação de petróleo e gás no Turquemenistão.
Desde 2007, o aterro tem utilizado um programa de captura de metano para gerar biogás e abastecer uma central elétrica próxima. A gestão admite que o projeto reduz o efeito de estufa e transforma um passivo ambiental em energia útil.
A energia produzida pela unidade pode chegar a 100 mil megawatts-hora (MWh) e alimenta a central de Loma Los Colorados, com o metano capturado a partir de resíduos domésticos. A iniciativa inclui equipamentos de compactação do lixo.
Impacto local e críticas sobre a medição
Vizinhos relatam moscas e odores persistentes 24 horas por dia, especialmente em áreas próximas ao aterro. A comunidade pede ações para reduzir o desconforto e melhorar a qualidade de vida.
A KDM Empresas, gestora do aterro, contesta a avaliação do PNUA, defendendo que a medição se baseia num único momento e não reflete variações climáticas ou operações contínuas. A empresa ressalta a redução de emissões desde 2007 e o papel da energia gerada para a rede local.
Avanços na gestão de resíduos
Especialistas sugerem aumentar a separação de resíduos orgânicos, com digestão anaeróbica ou compostagem, para reduzir odores e potencial emissões futuras. O estudo da ONU reforça a importância de políticas integradas de resíduos e energia.
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