- Três matas nacionais do litoral, nos concelhos da Marinha Grande e Leiria, foram “particularmente afetadas” pelo mau tempo, segundo o ICNF.
- Casal da Lebre, com 369 hectares, e a Mata do Ravasco, com 9,7 hectares, registaram danos significativos, tendo os povoamentos ficado praticamente destruídos, em paralelo com a Mata Nacional de Leiria.
- A Mata Nacional de Leiria tem 11.021 hectares e ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande.
- O ICNF detalhou ações: curto prazo de avaliação de danos e mitigação de riscos; médio prazo de remoção de material lenhoso e melhoria de acessos; longo prazo de recuperação estrutural e funcional dos ecossistemas.
- O investimento depende da evolução dos trabalhos no terreno, com foco na recuperação de infraestruturas, estabilização, regeneração e melhoria da gestão florestal.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ICNF informou que três matas nacionais do litoral, situadas nos concelhos da Marinha Grande e de Leiria, foram particularmente afetadas pelo mau tempo. Casal da Lebre, em Marinha Grande, tem 369 hectares; Ravasco, em Leiria, 9,7 hectares; e a Mata Nacional de Leiria registou danos graves, com grande parte dos povoamentos destruída. O anúncio ocorreu por meio de resposta escrita enviada à Lusa.
A Mata Nacional de Leiria, conhecida como Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande e abrange 11.021 hectares. O ICNF já tinha indicado, em 20 de fevereiro, que a passagem da depressão Kristin, a 28 de janeiro, levou a que mais de 90% dos cerca de 1.200 hectares de povoamentos adultos da mata ficassem afetados. Em outras áreas, os impactos foram menos intensos, ainda que perceptíveis.
Nas restantes matas nacionais do litoral, como Urso, Quiaios e Leirosa, os danos foram mais dispersos e de menor intensidade. A Mata Nacional de Pedrógão, em Leiria, também sofreu danos significativos à área residual de pinheiro-bravo que permaneceu após o incêndio de 2017. A Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha, na Figueira da Foz, registou quedas de árvores de relevo, com impactos localizados.
Impacto e áreas afetadas
O ICNF indicou que o maior dano incidiu sobre o património florestal, com quebra e arrancamento de várias árvores, bem como danos em infraestruturas e viaturas. O instituto sublinhou a necessidade de intervenções técnicas de gestão florestal e fitossanidade, bem como investimento estruturado para recuperação.
Segundo o ICNF, as ações de resposta estão planeadas de forma faseada. A curto prazo, há avaliação de danos, mitigação de riscos e intervenções pontuais para assegurar a segurança de pessoas e o acesso às áreas. No médio prazo, priorizam-se a remoção de material lenhoso e a melhoria das infraestruturas para reduzir o risco de incêndio rural.
Planos de recuperação
A recuperação estrutural e funcional dos ecossistemas florestais orientará o trabalho a longo prazo, com foco na resiliência a fenómenos extremos. O investimento depende da evolução das obras no terreno, das condições de execução e das opções de gestão a implementar, com especial atenção às infraestruturas e às ações de estabilização e regeneração.
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