- O Oceanário de Lisboa despede-se da exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano” após onze anos, com o encerramento previsto para 30 de junho.
- Desde 2015, a exposição contabiliza cerca de 11 mil horas de mergulho especializado para manter a visão original do criador.
- O aquário tem quarenta metros de extensão, com entre três a quatro mergulhadores diários a manter o espaço conforme o conceito de Amano.
- Takashi Amano, fotógrafo de paisagem e pioneiro do conceito “nature aquarium”, faleceu quatro meses após a inauguração da exposição.
- Até ao final de junho é possível assistir a podas ao vivo; depois do encerramento, os animais serão cedidos a outras instituições que atendam aos requisitos de bem-estar.
O Oceanário de Lisboa encerra a exposição Florestas Submersas by Takashi Amano, um projeto inaugurado em 2015 que chega ao fim após 11 anos e mais de 10 mil horas de mergulho. A atividade diária de manutenção manteve a visão original do japonês criador, ainda que o fim tenha sido decidido pela instituição.
A exposição, considerada o maior nature aquarium do mundo, reuniu cerca de 40 espécies de peixes de água doce, 46 de plantas aquáticas e mais de 10 mil organismos vivos, distribuídos em 12 toneladas de areia, 25 de rocha vulcânica e 78 troncos de árvores.
Ao longo do ciclo, funcionários mergulharam antes da abertura para manter o layout e a estética que Takashi Amano definiu, com atenção aos pormenores de rega, poda e limpeza.
O fim de uma era
O encerramento está marcado para 30 de junho, após 11 anos de funcionamento. A decisão veio da compreensão de que prolongar o aquário contrariaria a visão original do autor e poderia desrespeitar a obra ao longo do tempo.
Até lá, é possível acompanhar podas ao vivo em dias específicos e participar em visitas aos bastidores, com acesso orientado por educadores marinhos. As sessões de manutenção continuam a ocorrer, mantendo o ambiente estável.
O que sucede às espécies
Ao terminar o ciclo, as espécies serão transferidas para instituições que cumpram os requisitos de bem-estar animal do Oceanário. O aquário continuará a funcionar até serem encontradas novas casas para os organismos.
A exposição mantém a proposta educativa, permitindo que visitantes conheçam a filosofia japonesa wabi-sabi, que admite a impermanência como parte da natureza.
Os bastidores oferecem ainda visitas guiadas para entender as ferramentas usadas e o método de trabalho empregado pela equipa, em cooperação com especialistas japoneses.
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