- Em Portugal, os circos tinham até 2025 para deixar de usar animais selvagens, após a lei aprovada em 2019.
- O último tigre circense do país, Sona, foi transferido para um santuário de grandes felinos em Villena, Alicante, Espanha.
- Sona viveu 16 anos em cativeiro, sendo utilizada para truques de magia e mantida, quando não em atuação, dentro de um reboque de camião com jaula exterior.
- A transferência foi possível graças à colaboração entre a Fundação AAP (Animal Advocacy and Protection) e a Pangea Trust, que acompanhava Sona desde 2018.
- A saída de Sona para o santuário ocorreu há duas semanas, após o término da quarentena, num movimento que acompanha uma tendência europeia de eliminar animais selvagens de circos.
Sona, o último tigre que ainda integrava circos em Portugal, foi transferida para um santuário de grandes felinos, em Espanha, após a aprovação da lei que proíbe o uso de animais selvagens em espetáculos circenses. A mudança ocorreu há duas semanas, organizada pela Fundação AAP com a colaboração da Pangea Trust.
A felina branca, de três metros de comprimento, viveu 16 anos em cativeiro e foi a atração principal do circo. Era utilizada para truques de magia e, quando não estava a trabalhar, ficava num reboque de camião com uma pequena jaula exterior. A transferência só foi possível graças ao contacto da Pangea Trust.
Contexto legal e transferência
A lei de 2019 proíbe a utilização de animais selvagens em circos e estabeleceu um prazo de adaptação até final de 2025. Com o esgotar do período voluntário, os donos de Sona contactaram a Pangea Trust para a entrega. A AAP acompanhou o processo desde o início.
A transferência de Sona para o santuário ocorreu em esquema conjunto entre a Fundação AAP e a Pangea Trust, após a avaliação de condições no novo lar em Villena, Alicante. A felina aguarda o fim do período de quarentena para circular livremente.
Historicamente, a retirada de animais selvagens de circos tem vindo a acontecer em Portugal e noutras regiões europeias. Em anos recentes, muitos casos optaram por santuários na Espanha, nos Países Baixos e na Alemanha, com critérios específicos de bem-estar animal.
Em Portugal, a tendência acompanha a ampliação de políticas públicas. O movimento de defesa animal e as autoridades têm promovido substituições de animais por alternativas educativas e shows sem animais, visando uma transição ética no setor.
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