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Governo defende renovação de pastores para aumentar gado e reduzir mato

Governo defende renovação geracional da pastorícia para aumentar o gado, reduzir mato e prevenir incêndios, com apoio até 30 mil euros por instalação

Governo defende renovação geracional dos pastores para haver mais gado a reduzir mato
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  • O Governo defende uma renovação geracional dos pastores para aumentar o efetivo de gado, ajudando a prevenir incêndios rurais e a preservar a biodiversidade.
  • O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, afirmou que o pastoreio é necessário para gerir matos e criar riqueza com carne e leite.
  • Foi publicado no Diário da República um diploma que define o regime de apoio a novos produtores pecuários e à conversão de matos em pastagens, no âmbito do programa de redução da carga combustível via pastoreio.
  • O diploma prevê um prémio de instalação de novos produtores de 30.000 euros, com dotação total de 2,5 milhões de euros, em regime de subvenção não reembolsável por cinco anos (8.400 euros nos primeiros três anos, 2.400 euros nos dois anos seguintes).
  • Existem perspetivas divergentes entre produtores: alguns dizem que o valor é insuficiente para quem começa do zero, enquanto outros aguardam os resultados práticos da medida; a DGAV informa que, nos últimos dez anos, o Governo investiu 35 milhões de euros nas raças autóctones de pequenos ruminantes, com 168.698 cabeças e 16 raças de ovinos e seis de caprinos no país.

O secretário de Estado das Florestas defendeu, esta sexta-feira, a renovação geracional dos pastores como forma de aumentar o efetivo de gado. O objetivo é reduzir zonas de mato e prevenir incêndios, ao mesmo tempo que se cria riqueza na carne e no leite. O debate ocorreu em Miranda do Douro, no distrito de Bragança, durante um colóquio sobre pastorícia extensiva.

Segundo Rui Ladeira, a gestão de matos não pode ser apenas mecânica ou manual. O pastoril é apresentado como uma ferramenta para diminuir riscos de fogo e ao mesmo tempo gerar valor económico. O foco está na relação entre pastoreio, biodiversidade e proteção de agregados populacionais.

Diplomação e apoio financeiro

Foi publicada no Diário da República, na segunda-feira, a medida de apoio a novos produtores pecuários e à conversão de matos em pastagens. O programa integra o âmbito de redução da carga combustível através do pastoreio.

O apoio totaliza 2,5 milhões de euros, com um prémio de instalação de 30.000 euros por novo produtor. O subsídio não reembolsável abrange cinco anos, com 8.400 euros nos três primeiros anos e 2.400 euros nos dois seguintes.

Condições associadas

Além do prémio, há uma ajuda para aquisição de bovinos, ovinos e caprinos, até um limite definido por cada aviso do IFAP. Reações de produtores autóctones variaram entre ceticismo e otimismo quanto à implementação prática da medida.

Carlos Cardoso, criador da Raça Churra Mirandesa, afirmou que o apoio de 30.000 euros é insuficiente para quem começa do zero, exigindo investimentos em animais, estábulos e terreno. Tiago Perleiro, da Raça Merina, destacou que a medida é bem-vinda, mas ainda carece de implementação prática.

Maria José Costa, da DGAV, informou à Lusa que, nos últimos 10 anos, o Governo investiu 35 milhões de euros nas raças autóctones de pequenos ruminantes. Atualmente, o efetivo soma 168.698 cabeças, com 16 raças de ovelhas e seis de cabras em todo o país.

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