- O bisão-europeu, à face da extinção no início do século XX, regista reintroduções no Reino Unido, Roménia, Alemanha, Suíça, Polónia, Bielorrússia e Lituânia; a população passou de 2.579 para 7.000 indivíduos na última década, graças a programas de recuperação.
- Na Roménia, as populações reintroduzidas desde 2014 nos Cárpatos já somam cerca de 170 animais; estudo de 2024 da Universidade de Yale sugere que estes herbívoros ajudam a capturar e armazenar carbono, em comparação com a pegada de até 84.000 automóveis médios nos EUA.
- No Reino Unido, uma manada reintroduzida em Blean Woods, Kent, em 2022, já é associada a impactos positivos na regeneração de bosques e na gestão de habitats de outras espécies.
- Nos Países Baixos, os bisões contribuem para a reprodução de aves canoras, com o pelo de bisão a ser utilizado na construção de ninhos em Zuid-Kennemerland.
- Os programas de renaturalização, liderados pela Rewilding Europe e pela WWF Roménia, incluem ainda a instalação de pontes de acesso para ampliar o território disponível às manadas.
O bisão-europeu, o maior mamífero terrestre selvagem da Europa, está a recuperar populações em várias regiões, após ter estado à beira da extinção no início do século XX. A espécie tem hoje presença no Reino Unido, Roménia, Alemanha, Suíça, Polónia, Bielorrússia e Lituânia.
A recuperação deve-se, em parte, aos esforços da Rewilding Europe, que ajudaram a manter a espécie viva em jardins zoológicos e programas de reintrodução. Entre 1950 e hoje, as populações passaram de menos de 60 animais para milhares em liberdade.
Na última década, o número estimado de bisões-europeus em liberdade aumentou de 2 579 para 7 000, com maiores manadas na Bielorrússia e na Polónia. Na Roménia, mais de 100 animais já circulam livremente nos Carpos do sul.
Reino Unido: impacto na regeneração de bosques
No Reino Unido, uma manada introduzida em Blean Woods, Kent, em 2022, já influencia a dinâmica florestal. Conservacionistas indicam melhoria na passagem de luz ao solo, facilitando o aparecimento de novas espécies e a diversidade de habitats.
Pontes para bisões, com quatro estruturas planeadas para ampliar o acesso da manada a áreas maiores, deverão ampliar o impacto ambiental positivo no bosque britânico.
Roménia: carbono e pastoreio
Em 2014, a Rewilding Europe e a WWF Roménia reintroduziram bisões nos Cárpatos. Um estudo de 2024, da Universidade de Yale, sugere que os bisões podem contribuir para mitigar alterações climáticas via captura e armazenamento de carbono.
A manada romena pode envolver 170 indivíduos. A estimativa sugere que o seu efeito pode equivaler a reduzir emissões de até 84 000 automóveis médios por ano, dependendo de variáveis do ecossistema.
Países Baixos: nidificação com pelo de bisão
No Parque Nacional Zuid-Kennemerland, os bisões ajudam aves canoras durante a reprodução. As aves reutilizam o pelo de inverno da manada para construir ninhos, beneficiando o isolamento e a temperatura dos ovos.
Pesquisadores estudam se este material de nidificação influencia o sucesso reprodutor das aves, com interesse em impactos ecológicos locais.
Entre na conversa da comunidade