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CIMPOR marca a reinvenção de uma indústria

Com 5G privado e fábrica inteligente, Cimpor avança descarbonização e economia circular, visando reduções de CO₂ até 140 mil toneladas/ano e neutralidade em 2050

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  • A Cimpor, a cimenteira portuguesa, celebra cinquenta anos de atividade e opera em dezoito fábricas com presença em dezoito países, investindo cerca de 35% dos seus lucros anuais em digitalização, transição energética, descarbonização e produtos de baixo carbono.
  • Em 2025 concluiu a implementação de redes móveis privadas 5G Standalone nas três unidades de produção em Portugal (Alhandra, Loulé, Souselas), com latência inferior a dez milissegundos e ligação de sensores IoT, drones e sistemas de gestão; também estende este conceito a Turquia e África.
  • A Cimpor apresenta metas de reduzir em quarenta e sete por cento as emissões diretas de CO₂ até 2030 e chegar a emissões líquidas zero até 2050, com estratégias como substituição de combustíveis fósseis por resíduos, redução do teor de clínquer e uso de argilas calcinadas.
  • O plano inclui instalação de vinte e seis UPACs (unidades de produção de energia a partir de calor residual) com potência de 29,0 megawatts até ao final de 2025, e recuperação de calor em Alhandra e Souselas, além de uma patente internacional para um ligante geopolímico a partir de escórias de alto-forno e sedimentos de lavagem de agregados.
  • Em economia circular, a empresa já substituiu combustível fóssil por resíduos em milhões de toneladas e, entre 2025 e 2031, prevê poupar mais CO₂ e substituir mais de um milhão de toneladas de combustíveis fósseis, embora a captura de carbono (CCS/CCU) ainda esteja em avaliação.

A Cimpor, cementera portuguesa integrada na TCC Group Holdings, está a acelerar a transformação industrial com foco na descarbonização, inovação e eficiência. A empresa celebra 50 anos de atividade, marcada por um investimento significativo em digitalização, redes 5G privadas e tecnologias de baixo carbono.

Com 19 fábricas em 14 países, a Cimpor planeia destinar cerca de 35% dos lucros anuais à digitalização, transição energética e produtos de baixo carbono. Nos últimos cinco anos, o grupo investiu quase 1,6 mil milhões de euros, demonstrando o peso estratégico da transformação na sua gestão.

Em Portugal, a Cimpor concluiu, em 2025, a implementação de redes móveis privadas 5G Standalone nas unidades de Alhandra, Loulé e Souselas, em parceria com a Vodafone Portugal e a Ericsson. A rede oferece latência inferior a 10 ms e suporta sensores IoT, veículos autónomos e sistemas de gestão.

Além de conectividade, o conceito de fábrica inteligente estende-se à Turquia e África. A empresa descreve manutenção preditiva, drones para inspeções, videovigilância, gêmeos digitais e monitorização de segurança em tempo real, com ganhos de eficiência estimados em mais de 10 milhões de dólares anuais.

A Cimpor instalou 10.600 sensores industriais em 19 fábricas, com 2.070 ativos em Portugal. Dados de temperatura, vibração e fluxo são processados localmente e enviados à cloud para análise com IA, permitindo prever falhas com semanas de antecedência.

Como parte da estratégia de descarbonização, a Cimpor assume metas de reduzir em 37% as emissões diretas de CO₂ até 2030 e chegar a emissões líquidas zero até 2050, reconhecidas pela Science Based Targets Initiative. Tecnologias maduras incluem substituição de combustíveis por resíduos e redução do teor de clínquer.

A empresa envolve-se ainda com programas de argilas calcinadas como substitutas do clínquer, com potencial para reduzir até 90 mil toneladas de CO₂ por ano, em Souselas. Projetos de recuperação de calor residuais em Alhandra e Souselas visam gerar até 10 MW por hora.

No âmbito da economia circular, o co-processamento de resíduos como combustíveis alternativos e matérias-primas tem sido determinante. Entre 2007 e 2025, a Cimpor poupou 1,5 milhões de toneladas de CO₂ e substituiu 3 milhões de toneladas de combustível fóssil, com perspectivas de mais reduções até 2031.

A captura de carbono permanece em avaliação, considerando que nem todas as emissões do processo podem ser eliminadas apenas com eficiência. O CEO Cevat Mert sublinha a necessidade de infraestruturas, financiamento e um quadro regulatório estável para avanços significativos.

A Cimpor aponta uma convergência entre tecnologia, ciência e sustentabilidade como caminho para a neutralidade carbónica em 2050, reconhecendo obstáculos como a escala industrial de tecnologias de CCS/CCU e possíveis assimetrias regulatórias. A empresa mantém o objetivo de construir uma indústria mais inteligente e resiliente.

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