- A APA está a realizar descargas preventivas em barragens para evitar cheias em Alcácer do Sal, devido à depressão Therese.
- As ações visam ganhar encaixe de água no Rio Mira, na barragem de Santa Clara, e no Rio Sado, com destaque para as barragens do Pego do Altar e Vale do Gaio.
- A Barragem de Vale do Gaio, com volume de armazenamento em 90 por cento, é considerada a mais importante para minimizar o risco de cheias na cidade.
- O pico da maré no Sado está previsto para as 15 horas, chegando aos 3,5 metros, o que pode provocar cheias se o rio não conseguir avançar para a margem.
- As autoridades asseguram gestão da situação, com previsão de mais chuva hoje, mas indicam que o pior já passou.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem realizado descargas preventivas em barragens para evitar cheias em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, devido à depressão Therese. A gestão visa prevenir impactos na cidade e na região envolvente.
O presidente da APA, José Pimenta Machado, explicou que o agravamento meteorológico até ao próximo sábado obrigou a atuar de forma antecipada. O objetivo é encaixar o volume de água adicional que a depressão pode trazer.
Desde terça-feira, as autoridades preparam as albufeiras para ganhar encaixe, com foco nas albufeiras do Mira, Santa Clara, Sado e nas barragens do Pego do Altar e Vale do Gaio, para reduzir o risco de cheias.
A Barragem de Vale do Gaio, localizada no concelho de Alcácer do Sal, tem volume de armazenamento a atingir 90%. É considerada a mais importante para minimizar o risco, pela maior bacia drenante.
A equipa da APA também acompanha o pico da maré no Sado, previsto para as 15h, que pode chegar a 3,5 metros e provocar cheias em Alcácer do Sal. A prioridade é evitar o encontro entre água do mar e o rio.
O responsável assegurou que a gestão está a decorrer bem e que o pior já passou, ainda que haja previsão de mais chuva no final do dia. A articulação inclui a câmara municipal e as associações de regantes.
Devido ao aumento do caudal do Sado, a marginal e a Avenida dos Aviadores estiveram alagadas desde o final de janeiro até meados de fevereiro, com a cheia associada à subida do rio.
A depressão Therese começou a afetar Portugal continental na terça-feira, com previsão de impacto maior no Centro e no Sul, incluindo aguaceiros fortes e vento local extremo, conforme o IPMA.
Entre na conversa da comunidade