- A obra Copo branco belleza dos objectos (1915-1916), de Amadeo de Souza-Cardoso, vai a leilão a 24 de junho em Lisboa pela Veritas.
- A pintura em óleo sobre tela mede 50 por 40 centímetros e pertence ao final da produção do artista, marcado pela experimentação cubista e pelas vanguardas.
- O preço base de licitação é de 375 mil euros; a peça esteve, durante muito tempo, na posse da família do artista.
- A obra foi apresentada nas exposições de 1916 no Porto e em Lisboa e integrou várias retrospectivas ao longo de décadas.
- O leilão acontece na sede da Veritas, na avenida Elias Garcia, com a presença de visitas de 19 a 23 de junho; em 2021 já não teve comprador num leilão anterior.
O que aconteceu: uma pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, intitulada Copo branco belleza dos objectos (1915-1916), vai a leilão em Lisboa no dia 24 de Junho. A obra é apresentada pela leiloeira Veritas, com base inicial de 375 mil euros.
Quem está envolvido: a peça pertenceu durante anos à família do artista e volta ao mercado através da Veritas. A referência histórica é associada à própria divulgação do artista nas exposições de 1916 no Porto e em Lisboa.
Quando, onde e porquê: o leilão realiza-se a 24 de Junho, em Lisboa, na sede da Veritas, na Avenida Elias Garcia. O quadro integra o lote de arte moderna e contemporânea, numa tentativa de atualização do mercado e de reconhecimento da produção de Amadeo de Souza-Cardoso, figura central da modernidade portuguesa.
Leilão e historial da obra
A obra em óleo sobre tela mede 50 por 40 cm e pertence ao período final da produção de Amadeo, marcado pela experimentação cubista e pelas vanguardas. Este circuito de exibição prolonga-se por mais de um século, acompanhando momentos-chave da recepção crítica da obra.
A pintura integrou exposições históricas em 1916 no Porto e em Lisboa, e esteve presente em retrospectivas no Palácio Foz, no Porto, e no Museu Nacional Soares dos Reis. Também participou de mostras em 1985 e de uma grande retrospectiva em 2016 no Grand Palais, em Paris.
Contexto do artista
Amadeo de Souza-Cardoso, nascido em 1887, é considerado uma referência da arte moderna portuguesa. Estabelecido em Paris a partir de 1906, manteve contacto com nomes como Modigliani, Brancusi e Delaunay. A sua carreira terminou aos 30 anos, em 1918, devido à gripe pneumónica que afetou a Europa.
Em 2021, a mesma obra ficou sem comprador num leilão da Cabral Moncada, mantendo o mesmo valor base de licitação. O leilão de junho adiciona uma oportunidade de venda e visibilidade à obra.
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