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Traghetto de Leonardo continua a transportar passageiros há 500 anos

Ferry de Leonardo, sem motor, liga Imbersago a Villa d'Adda há mais de cinco séculos e ganha relevância para reduzir o tráfego após o encerramento da ponte

Pendulares sobem ao «Traghetto Da Vinci», um barco movido à mão, concebido por Leonardo da Vinci em 1513, no rio Adda, entre as províncias de Lecco e Bergamo
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  • O ferry de Leonardo, sem motor e movido pela corrente do rio Adda, liga as margens entre Imbersago (Lecco) e Villa d’Adda, na Lombardia, há mais de cinco séculos.
  • É o último exemplar em funcionamento deste tipo de embarcação, construída em madeira e presa a um cabo de aço.
  • Foi redescoberto no início de maio, após a ponte de Brivio ser encerrada para obras, o que aumentou o tráfego na ponte de San Michele.
  • O serviço, operado por um grupo de voluntários locais, tornou-se a travessia mais rápida e agradável para peões, bicicletas e veículos em dias úteis.
  • A travessia dura cerca de cinco minutos, o bilhete para peões custa 1,5 euros e 3,5 euros para quem viaja de carro; o serviço é suspenso em caso de vento.

No rio Adda, na Lombardia, mantém-se em funcionamento um ferry sem motor que liga Imbersago a Villa d’Adda há mais de 500 anos. O “ferry de Leonardo” ganhou a atual notoriedade após o encerramento temporário de uma ponte local, que aumentou o tráfego na região.

Embora o nome sugira a autoria de Leonardo da Vinci, o ferry já era comum no século XV. O génio renascentista terá apenas desenhado o porto de Imbersago, conforme os historiadores, e o barco atual é o último exemplar ainda operativo.

A embarcação funciona presa a um cabo de aço entre as margens do Adda e move-se pela força da corrente. O funcionamento não utiliza motor nem combustível, caracterizando-se como meio de transporte sustentável.

O que aconteceu

O ferry passou a operar aos dias úteis desde o encerramento da ponte de Brivio, no início de maio, para obras que devem prolongar-se até 2027. O tráfego é desviado para a travessia, que reduz tempos de viagem e evita filas na ponte de San Michele.

Quem está envolvido

A operação fica a cargo de um grupo de voluntários locais, incluindo três jovens de 20 anos, um reformado e o presidente da câmara de Imbersago, Fabio Vergani. Massimo Zoia, um dos voluntários, descreve a travessia como uma ligação histórica entre as margens.

Quando e onde

O serviço utiliza o ferry entre Imbersago, na província de Lecco, e Villa d’Adda, na margem bergamasca. A travessia, com cerca de cinco minutos, pode transportar peões, bicicletas, motas e carros, mediante pagamento de bilhete.

Porquê

Inicialmente, o ferry operava apenas aos fins de semana como curiosidade turística. Depois do fecho da ponte, tornou-se numa opção prática para evitar o trânsito intenso, com filas de até dois quilómetros. O recurso continua a apoiar a mobilidade local durante as obras.

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