- O ferry de Leonardo, sem motor e movido pela corrente do rio Adda, liga as margens entre Imbersago (Lecco) e Villa d’Adda, na Lombardia, há mais de cinco séculos.
- É o último exemplar em funcionamento deste tipo de embarcação, construída em madeira e presa a um cabo de aço.
- Foi redescoberto no início de maio, após a ponte de Brivio ser encerrada para obras, o que aumentou o tráfego na ponte de San Michele.
- O serviço, operado por um grupo de voluntários locais, tornou-se a travessia mais rápida e agradável para peões, bicicletas e veículos em dias úteis.
- A travessia dura cerca de cinco minutos, o bilhete para peões custa 1,5 euros e 3,5 euros para quem viaja de carro; o serviço é suspenso em caso de vento.
No rio Adda, na Lombardia, mantém-se em funcionamento um ferry sem motor que liga Imbersago a Villa d’Adda há mais de 500 anos. O “ferry de Leonardo” ganhou a atual notoriedade após o encerramento temporário de uma ponte local, que aumentou o tráfego na região.
Embora o nome sugira a autoria de Leonardo da Vinci, o ferry já era comum no século XV. O génio renascentista terá apenas desenhado o porto de Imbersago, conforme os historiadores, e o barco atual é o último exemplar ainda operativo.
A embarcação funciona presa a um cabo de aço entre as margens do Adda e move-se pela força da corrente. O funcionamento não utiliza motor nem combustível, caracterizando-se como meio de transporte sustentável.
O que aconteceu
O ferry passou a operar aos dias úteis desde o encerramento da ponte de Brivio, no início de maio, para obras que devem prolongar-se até 2027. O tráfego é desviado para a travessia, que reduz tempos de viagem e evita filas na ponte de San Michele.
Quem está envolvido
A operação fica a cargo de um grupo de voluntários locais, incluindo três jovens de 20 anos, um reformado e o presidente da câmara de Imbersago, Fabio Vergani. Massimo Zoia, um dos voluntários, descreve a travessia como uma ligação histórica entre as margens.
Quando e onde
O serviço utiliza o ferry entre Imbersago, na província de Lecco, e Villa d’Adda, na margem bergamasca. A travessia, com cerca de cinco minutos, pode transportar peões, bicicletas, motas e carros, mediante pagamento de bilhete.
Porquê
Inicialmente, o ferry operava apenas aos fins de semana como curiosidade turística. Depois do fecho da ponte, tornou-se numa opção prática para evitar o trânsito intenso, com filas de até dois quilómetros. O recurso continua a apoiar a mobilidade local durante as obras.
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