- Tiago Cadete procura quebrar o silêncio com o pai, tema central do novo espetáculo no Teatro Ibérico.
- O projeto começou como uma reflexão sobre a migração portuguesa para a França durante a ditadura e tornou-se uma viagem pessoal do artista.
- A performance acontece nesta quinta e sexta, no Teatro Ibérico.
- Tiago aponta que não houve partilha de histórias entre ele e o pai sobre as suas emigrantes, incluindo a ida para o Brasil aos 30 anos.
- A visão do artista é que a migração do pai ocorreu mais profundamente no regresso a Portugal, quando já tinha a vida preparada e um trabalho como torneiro mecânico na França.
O espetáculo de Tiago Cadete, em estreia no Teatro Ibérico, parte de uma análise sobre a migração portuguesa para França durante a ditadura e evolui para uma viagem pessoal do autor. A peça foi apresentada nesta quinta e sexta-feira.
Cadete é quem conduz a narrativa, explorando o silêncio que marca a relação entre o artista e o pai. Não há registo de fala entre as duas gerações sobre as emigrações que os mobilizaram, uma para o Brasil e o pai para França na infância.
O foco central investiga como esse silêncio persiste, mesmo após o regresso do pai a Portugal, ainda com cerca de 30 anos, após ter trabalhado como torneiro mecânico na região francesa. O espetáculo propõe uma reflexão sobre famílias, memórias e deslocações forçadas ou escolhidas.
A produção é apresentada no Teatro Ibérico, em duas sessões consecutivas, sob a direção de Cadete. A narrativa une memória histórica da emigração com a experiência pessoal de quem procura compreender as motivação e as consequências desse afastamento.
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