- Um colectivo de cerca de 400 profissionais do teatro assinou um texto de apoio aos signatários da carta aberta “Zapper Bolloré”, publicada no Libération, no dia da abertura do Festival de Cannes.
- Entre os signatários do Le Monde, que expressa solidariedade, estão Tiago Rodrigues, diretor do Festival de Avignon, e Emmanuel Demarcy-Mota, diretor do Théâtre de la Ville e do Festival d’Automne.
- A carta de apoio surge na sequência da carta aberta de 600 profissionais de cinema que alertava para a dependência da indústria francesa de cinema em relação ao Canal+ e à StudioCanal, controlados por Vincent Bolloré.
- A iniciativa de cinema já conta com mais de 3.500 assinaturas, incluindo nomes como Juliette Binoche, Javier Bardem, Ken Loach, Mark Ruffalo, Yorgos Lanthimos e Walter Salles.
- Os signatários do teatro defendem vigilância face a ameaças à liberdade de expressão em França e rejeitam qualquer forma de boicote, censura ou lista negra.
Um colectivo de cerca de 400 profissionais do teatro assinou um texto de apoio aos signatários da carta aberta “Zapper Bolloré”, publicada no Libération no dia da abertura do Festival de Cannes. O movimento surge após a divulgação inicial no Le Monde.
Entre os signatários estão Tiago Rodrigues, diretor do Festival de Avignon, e Emmanuel Demarcy-Mota, à frente do Théâtre de la Ville e do Festival d’Automne. O texto também conta com figuras como a diretora do Théâtre National de la Colline e outras lideranças de palcos franceses.
A carta de apoio foi publicada na sexta-feira à noite, na esteira da carta de mais de 600 profissionais do cinema que denunciavam a dependência da indústria francesa de cinema em relação ao Canal+ e à StudioCanal, controlados por Bolloré. O período coincide com o 79º Festival de Cannes, que decorre até hoje.
Os signatários do movimento teatral destacam a importância de proteger a liberdade de expressão na cultura francesa e rejeitam qualquer forma de boicote ou lista negra. O documento cita o recente anúncio de Maxime Saada de que não voltaria a trabalhar com os signatários da carta de cinema.
Inicialmente assinado por artistas como Juliette Binoche, Raymond Depardon e Arthur Harari, o texto reuniu desde então milhares de novos subscritores. Entre estes: Javier Bardem, Ken Loach, Mark Ruffalo, Aki Kaurismäki, Yorgos Lanthimos e Walter Salles, elevando o total para mais de 3500 assinaturas.
O movimento de apoio aos profissionais do cinema aponta para riscos crescentes na produção, distribuição e exibição no circuito francês, sob a influência potencial do que chamam de “domínio ideológico da extrema-direita” na esfera cultural. A demanda é por vigilância frente a estas ameaças à liberdade artística.
Entre na conversa da comunidade