- O Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI) abriu no Teatro do Campo Alegre, com casa cheia.
- A 49.ª edição apresenta “Suplicantes” na versão de Sara Barros Leitão.
- A peça afirma que a palavra bem dita pode ser matéria perigosa, instalando-se em palco com densidade.
- A origem é Ésquilo: cinquenta irmãs que recusam um destino imposto e procuram asilo através do Mediterrâneo.
- O texto faz paralelos com o presente, via telejornais, barcos sobrelotados e fronteiras que se fecham, mantendo urgência consciente.
A abertura do Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI) realizou-se no Teatro do Campo Alegre, com casa cheia. A sessão inaugural destacou a peça Suplitantes, adaptada por Sara Barros Leitão, num registo que sublinha a força da palavra em palco. O público acompanhou a estreia da 49.ª edição do festival.
A produção parte de Ésquilo, onde cinquenta irmãs procuram um futuro fora do destino imposto. A adaptação contemporânea coloca o tema no centro de um debate sobre fronteiras, asilo e os valores europeus em confronto com a realidade de hoje, marcada por fluxos migratórios e políticas de fronteira.
Sara Barros Leitão assina a dramaturgia e a encenação, numa leitura que mistura urgência social e densidade poética. A encenação cativa pela carga discursiva e pela forma de abordar questões universais a partir de uma tragédia antiga.
O FITEI prossegue no Campo Alegre, com programação que acompanha a peça inaugural e outras leituras ibéricas ao longo dos próximos dias. A edição atual reforça o enlace entre tradição e contemporaneidade no teatro de língua portuguesa.
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