- Germano Silva, jornalista, escritor e historiador, tem 94 anos e recorda os seus primeiros passos no jornalismo.
- Há 70 anos iniciou a carreira, numa época sem escolas de jornalismo, mas com mestres na redação.
- O mentor que mais o marcou foi Manuel Ramos, uma lenda do jornalismo que soube “cozinhar” um jornal.
- Ramos pediu-lhe que percorresse ruas da cidade e, ao voltar, escrevesse uma crónica sobre um momento especial que tivesse visto.
- A crónica saiu em três linguados e, ao final, foi aconselhado a assinar; assim o seu nome ficou impresso pela primeira vez numa página do Jornal de Notícias (JN).
Germano Silva, jornalista, escritor e historiador, recorda os seus primeiros passos no jornalismo, há 70 anos, quando ainda não havia escolas formais na profissão. Na altura, aprenderam-se muito nos chefes de redação e nos mestres que orientavam os jovens repórteres.
Um deles foi Manuel Ramos, uma figura marcante do jornalismo que orientou gerações. Ramos avaliava a criatividade dos aprendizes com métodos únicos e atentos. Pediu a Silva que percorresse ruas da cidade, com a orientação de observar e ouvir.
De regresso à redação, Silva apresentou o resultado da digressão: um texto baseado num momento especial observado na rua. Ramos devolveu o texto com correções discretas e encorajou-o a assinar a crónica, o que levou à primeira publicação do seu nome no JN.
Recordação de início de carreira
A experiência descrita por Silva mostra a importância de orientar jovens profissionais no jornalismo da época. Aos 94 anos, o jornalista mantém a memória da aprendizagem e do papel fundamental de mentores na formação dos jornalistas que moldaram a imprensa portuguesa.
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