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Ondjaki e Sandro William Junqueira premiados nas Obras infantis no Onomatopeia

Ondjaki e Sandro William Junqueira vencem ex aequo o Prémio Ibérico Álvaro Magalhães, arrecadando oito mil euros no Onomatopeia, em Valongo

Uma das ilustrações de Rachel Caiano no livro *Quebra-Cabeças*, com texto de Sandro William Junqueira
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  • O Prémio Ibérico de Literatura Infanto-juvenil Álvaro Magalhães foi atribuído ex aequo a Ondjaki e Sandro William Junqueira, em Valongo, no festival Onomatopeia.
  • Os vencedores foram os livros Porque É Que Os Olhos Não Veem Por Dentro, de Ondjaki, e Quebra-Cabeça, de Sandro William Junqueira.
  • O prémio inclui um valor de 8 mil euros a ser partilhado entre os dois autores; uma menção honrosa foi atribuída a A Pipa e o Piá, de Volnei Canônica, com grafismo de Daniel Kondo, com 3 mil euros.
  • O júri, composto por Álvaro Magalhães, Marta Bernardes e Raquel Patriarca, seleccionou entre mais de cem candidaturas cinco finalistas.
  • Os pareceres destacam que as obras premiadas não oferecem respostas fáceis, promovem a reflexão e a escuta, equilibrando ritmo, humor e temas como identidade, memória e migração.

O Prémio Ibérico de Literatura Infanto-juvenil Álvaro Magalhães, atribuído em Valongo durante o festival Onomatopeia, premiou em ex aequo duas obras de Ondjaki e Sandro William Junqueira. O galardão distingue publicações em Português ou Espanhol do ano anterior, escolhidas por um júri composto pelo escritor Álvaro Magalhães e pelas investigadoras Marta Bernardes e Raquel Patriarca. O anúncio ocorreu numa cerimónia realizada na sexta-feira, após uma seleção que contou com mais de 100 candidaturas e cinco finalistas.

Os vencedores foram os livros Porque É Que Os Olhos Não Veem Por Dentro, de Ondjaki com ilustrações de Constança Duarte, e Quebra-Cabeça, de Sandro William Junqueira com desenhos de Rachel Caiano. O júri distinguiu as obras por não oferecerem respostas fáceis, mas criarem espaço para cada leitor explorar e refletir, numa crítica ao ritmo acelerado da vida contemporânea. O prémio oferece um valor total de 8 mil euros entre os dois vencedores.

Menção honrosa e contexto do prémio

Para além dos vencedores, o júri atribuiu uma menção honrosa a A Pipa e o Piá, de Volnei Canônica com grafismo de Daniel Kondo. Este livro recebeu 3 mil euros, destacando-se pela metáfora da construção da pipa como reflexão sobre migração, pertença e liberdade, aliada a uma escrita musical e precisa.

O júri explicou que, após a leitura de mais de 100 obras de Portugal, Espanha, Brasil, Angola, Moçambique e Zimbabué, se confirmou a qualidade geral do conjunto de candidaturas. O presidente do júri sublinhou que a literatura infanto-juvenil pode funcionar como refúgio frente à exposição excessiva a imagens e à velocidade digital, preservando a formação emocional e social dos mais jovens.

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