- Em Lisboa, o espetáculo Filodemo fica em cartaz até 18 de abril e propõe ouvir o português quinhentista.
- A peça apresenta Camões como figura atual, expressa em corpos vibrantes, encurtando distâncias e desmistificando mitologias.
- A crítica observa que Filodemo não parece ter sido escrito ontem, mantendo uma distância do original do século XVI.
- O encenador Pedro Penim está ligado ao projeto, mas não revela de imediato qual é o sentido de levar um texto tão antigo à encenação atual.
- A proposta é oferecer uma leitura de Camões para o público de hoje, preservando a essência histórica sem ficar presa ao passado.
Em Lisboa, até 18 de abril, o espetáculo Filodemo propõe uma audição do português quinhentista, convidando o público a habituar o ouvido à língua da época. O projeto acompanha o retrato de Camões como figura central, num reenquadramento moderno.
Pedro Penim orienta a encenação, apresentando Camões como autor ainda vivo, através de corpos contemporâneos que encurtam distâncias históricas e desmontam mitos antiquados. A proposta aposta numa leitura atual do poema e da poesia da época.
Embora o texto de Camões seja do século XVI, a encenação de Penim projeta o poeta para o presente, questionando modos de expressão e de receção da obra. A dupla leitura do clássico e da contemporaneidade sustenta o eixo central.
O objetivo é revelar Camões como lente para compreender a língua e a cultura de hoje, mantendo o foco na autenticidade histórica ao mesmo tempo em que se busca relevância para o público atual.
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