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Reino Unido: duas pessoas acusadas após protestos pela morte de Henry Nowak

Em Southampton, após a morte de Henry Nowak, Matt Styler é acusado de agressão a agente e Daniel Frost de desordem violenta com arma ofensiva; 11 agentes e um cão ficaram feridos

Na imagem, polícia e manifestantes confrontam-se em protesto após a morte de Henry Nowak, estudante de 18 anos esfaqueado até à morte
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  • Dois homens foram acusados, na sequência dos distúrbios em Southampton relacionados com a morte de Henry Nowak: Matt Styler, de 50 anos, por agressão a um agente da polícia, e Daniel Frost, de 44, por desordem violenta e posse de arma ofensiva.
  • Centenas de manifestantes enfrentaram a polícia, atirando tijolos e caixotes do lixo; onze agentes e um cão‑polícia ficaram feridos.
  • Henry Nowak, de dezoito anos, morreu depois de ter sido esfaqueado em dezembro; o alegado autor do homicídio, Vickrum Digwa, foi considerado culpado e condenado a prisão perpéta com o mínimo de vinte e um anos.
  • Digwa alegou falsamente ter sido vítima de um ataque racista, o que levou à detenção de Nowak; imagens de uma câmara policial mostram Nowak a dizer que não respirava, enquanto um agente questiona se houve violência.
  • O caso é alvo de investigação pelo Gabinete Independente para a Conduta Policial; a policia de Hampshire lamentou a violência e sublinhou a necessidade de processos justos e transparentes.

Poucos dias após a violência em Southampton, dois homens foram acusados pela Procuradoria. A acusação resulta dos distúrbios que acompanharam os protestos pela morte de Henry Nowak, em dezembro, no Reino Unido. O incidente ocorreu na cidade portuária de Southampton e envolveu confrontos entre manifestantes e a polícia.

Segundo o Serviço de Acusação da Coroa, Matt Styler, de 50 anos, é acusado de agressão a um agente da autoridade em relação aos distúrbios. Daniel Frost, de 44, enfrenta acusações de desordem violenta e posse de arma ofensiva, relacionadas aos mesmos acontecimentos. As acusações foram tornadas públicas na quinta-feira.

As autoridades locais destacam que 11 agentes e um cão-polícia ficaram feridos durante os confrontos. A divulgação de imagens de uma câmara policial, que mostraram os momentos finais de Nowak, contribuiu para a escalada da tensão. A polícia de Hampshire informou que o caso foi encaminhado ao Gabinete Independente para a Conduta Policial.

Nowak, de 18 anos, foi morto em dezembro, quando regressava a casa após uma noite com amigos. O autor do ataque, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi considerado culpado do homicídio e condenado a prisão perpeta, com um mínimo de 21 anos. Digwa alegou ter sido alvo de um ataque racista, o que motivou a atuação policial.

A procuradora principal adjunta de Wessex, Sophie Stevens, afirmou que houve prova suficiente para levar o caso a tribunal e que o processo penal avança por interesse público. A polícia de Hampshire reiterou a necessidade de processos justos e transparentes, apesar de condenar a violência observada.

Entre críticas públicas, o líder de um partido de ultradireita participou num comício em Southampton, defendendo que os agentes envolvidos enfrentem penas. O primeiro-ministro do Reino Unido respondeu, cobrando moderação e lembrando que a família de Nowak pediu contenção às vozes de ataque, evitando politizar o caso.

Uma coligação de grupos da comunidade sikh classificou a morte de Nowak como uma tragédia isolada de um indivíduo, reconhecendo entretanto insults enfrentados pela comunidade durante o julgamento de Digwa. O comunicado sublinhou que o uso do Kirpan, na prática religiosa, permanece com proteção limitada.

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