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Extremista alemã condenada a 13 anos após mais de 30 anos em fuga

Militante alemã Daniela Klette, antiga RAF, condenada a treze anos por seis assaltos a mão armada, financiando a vida em fuga após mais de trinta anos

Imagem de contexto do artigo Extremista alemã condenada a 13 anos de prisão após mais de três décadas em fuga
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  • Daniela Klette, de 67 anos, foi condenada em Berlim a treze anos de prisão por participation em assaltos à mão armada realizados entre 1999 e 2016.
  • Ela foi membro do grupo Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho (RAF), ativo nas décadas de 1970 a 1990.
  • Durante a fuga de mais de três décadas, a acusação diz que organizava alvos e fardos de fuga, chegando a usar uma bazuca falsa em alguns roubos.
  • O tribunal também a responsabilizou por dois outros crimes, incluindo extorsão e posse ilegal de armas, num total de quinhentos e setenta mil? euros? (observação: manter valor original); os roubos totalizaram 2,4 milhões de euros.
  • Nos processos separados, a RAF é associada a ataques contra a Bundestag de 1990 e à explosão na embaixada dos EUA em Bona, em 1991, com Garweg e Staub ainda procurados.

Uma militante alemã de extrema-esquerda foi condenada a 13 anos de prisão por uma série de assaltos à mão armada, ocorridos entre 1999 e 2016. Daniela Klette, de 67 anos, foi detida em Berlim em fevereiro de 2024, após mais de três décadas em fuga.

O tribunal considerou que a acusada participou em seis crimes de roubo com violência, cometidos com dois cúmplices para financiar uma vida de ocultação. Os ataques teriam envolvido espingardas de assalto e, em alguns casos, uma bazuca simulada.

Durante a fuga, o trio utilizou identidades falsas, conduziu veículos de fuga e planeou os atos com elevado grau de detalhe, segundo a justiça. Na residência de Berlim, a polícia apreendeu uma Kalashnikov, perucas, documentos falsos, ouro e somas em dinheiro.

Klette era alvo da chamada Fração do Exército Vermelho RAF, grupo que se dissolveu em 1998. A defesa anunciou recurso, após a leitura da sentença. As autoridades indicam que o grupo planeava ainda ações com motivações políticas nos anos 1990.

A RAF é associada a atentados e crimes cometidos ao longo das décadas de 1970 a 1990, incluindo operações contra entidades privadas e públicas na Alemanha. O tribunal destacou que os crimes se destacaram pela organização e pelo planejamento.

Entre os ataques ainda investigados, constam ações atribuídas à RAF em 1990 contra escritórios do Deutsche Bank, em 1990, e à embaixada dos Estados Unidos em Bona, em 1991, além da explosão a uma prisão em Weiterstadt, em 1993. Essas acusações correm em processos separados.

O caso foi acompanhado por familiares e simpatizantes, que aplaudiram a condenação no recinto. A defesa não traz informações adicionais sobre o andamento de outros recursos ou desdobramentos processuais.

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