- Jonathan Andic demitiu-se do cargo de vice-presidente da Mango, mantendo outros cargos na administração familiar controlada pela família Andic.
- A decisão foi comunicada aos trabalhadores por carta aberta, na qual sustenta manter os seus “projectos familiares, sociais e empresariais” mesmo após abandonar a vice-presidência.
- A Mango é controlada por 95% pelo trio de irmãos Andic Raig — Jonathan, Sarah e Judith — através da Punta Na Holding, empresa que gere o conglomerado familiar.
- Jonathan está em liberdade sob caução de um milhão de euros, após ter sido detido e libertado no âmbito do alegado homicídio do pai, Isak Andic, ocorrido em dezembro de 2024.
- A defesa de Jonathan anunciou que vai apresentar, até quinta-feira, um recurso de apelação contra a ordem de prisão, no âmbito do caso de alegado parricídio.
Jonathan Andic demitiu-se do cargo de vice-presidente da Mango, empresa têxtil criada pelo pai Isak Andic. A execuível decisão foi comunicada aos trabalhadores pela via de uma carta aberta, na qual afirma manter os seus projetos familiares, sociais e empresariais. A demissão ocorre numa altura em que o caso de alegado homicídio do pai está a ser investigado como sendo praticado pelo próprio filho.
O primogénito da família Andic, que controla 95% do grupo Mango através da Punta Na Holding juntamente com as irmãs Sarah e Judith, deixa a posição sem funções executivas. A estrutura familiar mantém a liderança acionista e continua a gerir o conjunto de empresas e o fundo de capital de risco ligado ao conglomerado sediado no Passeig de Gràcia, em Barcelona.
Situação legal e holdings
Jonathan encontra-se em liberdade sob caução de 1 milhão de euros após ter sido detido e ouvido pela juíza Raquel Nieto, de Martorell, no âmbito do caso do alegado homicídio do pai. A defesa já anunciou a intenção de apresentar um recurso de apelação contra a decisão de prisão, com prazo até quinta-feira.
Próximos passos legais
A carta do empresário sublinha que a demissão da vice-presidência não implica abdicação dos cargos empresariais familiares. Mantém, contudo, a frisa de que deixaria apenas o cargo operativo, preservando a participação no conjunto de empresas e no capital social através da Punta Na Holding. O desfecho judicial ainda está por evoluir.
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