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Filho do fundador da Mango visitou o local da morte do pai na semana

Filho do fundador da Mango entra em tribunal como suspeito de homicídio, com provas de tensões financeiras e três visitas à Montserrat na semana da morte

Jonathan Andic saiu em liberdade depois da pagar a fiança de um milhão de euros
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  • O filho mais velho do fundador da Mango, Jonathan Andic, é oficialmente suspeito pela morte do pai, Isak Andic, após investigação que durou mais de um ano e meio.
  • A autoridade aponta três visitas às montanhas de Montserrat, no mesmo semana em que Isak morreu, como parte das provas apresentadas.
  • O Ministério Público descreve tensões entre filho e pai associadas ao dinheiro, incluindo mensagens que sugerem uma obsessão por herança.
  • Jonathan apresentou versões contraditórias sobre o que aconteceu na caminhada, com alterações entre os interrogatórios e dados de localização do veículo.
  • Jonathan saiu em liberdade mediante uma fiança de um milhão de euros, enquanto a investigação e a possível acusação formal continuam.

Jonathan Andic, filho mais velho do fundador da Mango, é considerado suspeito pela morte do pai Isak Andic, ocorrida em dezembro de 2024 nas montanhas de Montserrat, perto de Barcelona. A investigação, que já dura mais de um ano e meio, analisa a possibilidade de homicídio. O caso envolve ainda mensagens entre pai e filho que apontam tensão financeira.

As autoridades apresentaram, no tribunal catalão, sete elementos de prova contra Jonathan, na sessão em que ele foi presente a juiz. O vice-presidente do conselho de administração foi libertado mediante uma caução de um milhão de euros. A linha de investigação aponta para uma eventual premeditação, com base em dados recolhidos pelos promotores.

Provas relevantes incluem contradições nas declarações de Jonathan em dois interrogatórios, realizados pela polícia dos Mossos d’Esquadra a 14 e 31 de dezembro de 2024. Em depoimento inicial, o filho afirmou ter caminhado alguns metros à frente do pai; posteriormente, a versão mudou, referindo apenas ter visto o pai com o telemóvel no início da caminhada.

Há ainda evidências relativas ao local do acidente, como uma marca amarela suspeita na área da queda que coincide com a sola dos sapatos da vítima. A autópsia indicou que as lesões são compatíveis com um descer por escorrega, sem ferimentos nas palmas das mãos, o que sugere que a queda pode ter ocorrido após um empurrão. A perícia descreve ainda condições de visibilidade da zona como boas.

Entre as informações recolhidas, Jonathan declarou anteriormente que tinha ido à montanha três vezes na mesma semana, mas o veículo dele comprova que esteve lá também em outras datas. Este conjunto de dados é utilizado para sustentar a eventual premeditação, caso haja acusação formal.

A investigação também examinou mensagens de WhatsApp entre Isak e Jonathan, que contrariam a ideia de uma relação inequívoca de boa relação. A autoridade focusou a possível obsessão de Jonathan pelo dinheiro, incluindo pressões em relação a uma eventual herança durante a vida do pai. O caso envolve ainda a hipótese de uma possível tentativa de criação de uma fundação em nome de Isak.

No desenrolar do processo, momentos anteriores destacam uma mudança de telemóvel por parte de Jonathan em 2025, sob a alegação de ter sido alvo de furto na viagem ao Equador. Contudo, a recuperação de conteúdos do telemóvel antigo revelou mensagens relevantes para o caso e para a linha investigatória. A polícia indica que as datas associadas a desaparecimentos de dispositivos coincidem com a reabertura do processo.

A Mango, afastando qualquer violação de conduta, mantém apoio à família e ao próprio Jonathan, com uma nota de defesa de que não existem provas legítimas contra ele. O caso permanece em investigação, com Jonathan Andic a cumprir medidas restritivas, incluindo apresentações semanais em tribunal e entrega de passaporte às autoridades.

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