- O Tribunal de Matosinhos condenou David Marinho a 23 anos de prisão pela morte da ex-namorada, Ana Rita Dionísio, em São Mamede de Infesta, Matosinhos, e pela tentativa de homicídio de outro jovem no mesmo episódio.
- O crime ocorreu no dia 4 de agosto do ano passado, quando o casal já estava separado há dois meses, após três anos de relação, com o arguido a vigiar a vítima.
- Segundo o juiz Justino Stretch Ribeiro, o homicídio não foi premeditado ao pormenor, mas houve tempo para refletir; o arguido negou ajuda à vítima antes de a atacar.
- Ana Rita foi morta com várias facadas no pescoço, peito, abdómen, costas e braços, após o agressor surpreender o casal durante uma relação sexual com outro homem.
- David, de nacionalidade brasileira, tentou fugir do país e foi detido no aeroporto de Lisboa; após cumprir a pena, ficará sujeita a expulsão do território.
O Tribunal de Matosinhos condenou David Marinho a 23 anos de prisão pela morte de Ana Rita Dionísio, ocorrida em São Mamede de Infesta, Matosinhos. O veredito inclui também uma condenação por tentar matar outro jovem que assistiu ao momento em que Ana Rita mantinha relações sexuais com outra pessoa no dia do crime. A acusação aponta que o acto foi movido por ciúmes.
Segundo o juiz Justino Stretch Ribeiro, Ana Rita não teve hipótese de fugir ou de pedir ajuda. O arguido agiu com insensibilidade e sem entender o sofrimento da vítima. O magistrado sublinhou ainda que houve reflexão por parte do arguido, ainda que o crime não tenha sido premeditado ao pormenor.
Os factos remontam a 4 de agosto do ano passado, quando o casal já estava separado há dois meses. O arguido, de 25 anos e em prisão preventiva, começou a vigiar Ana Rita após suspeitar de um novo relacionamento. No dia dos factos, escondeu-se junto à casa da ex-namorada e percebeu a presença de um carro desconhecido.
Detalhes do desenrolar
O homem com quem Ana Rita mantinha relações sexuais foi esfaqueado, conseguiu refugiar-se na casa de banho. Ana Rita foi assassinada com múltiplas facadas no pescoço, peito, abdómen, costas e braços. O arguido, ao entrar no quarto, desferiu os ataques com duas facas.
David Marinho negou a premissa de uma relação atual com Ana Rita no julgamento, e explicou que perdeu o controlo ao ouvir o que considerava mentiras. O acusado alegou que a vítima insistia em manter a relação, levando-o a atacar.
O brasileiro tentou fugir do país após o crime, sendo detido no aeroporto de Lisboa. Em caso de condenação, deverá cumprir a pena e voltar a enfrentar o processo de expulsão do território nacional. A defesa não apresentou recursos que indiquem mudança de rumo na sentença.
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