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GNR de Tavira acusados de criar multas para extorquir imigrantes

GNR de Tavira acusa dois militares de extorsão a imigrantes com multas falsas; Ministério Público aponta 27 crimes imputados

Escuta no interior do carro-patrulha revela esquema de extorsão
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  • Dois militares da GNR de Tavira, José Augusto e Diogo Ribeiro, foram detidos pelos colegas da instituição em maio de 2025 e formalmente acusados pelo Ministério Público de 27 crimes.
  • A acusação sustenta que criavam infrações falsas para extorquir imigrantes, incluindo casos com Bangladesh, sugerindo multas altas ou perda de documentos em troca de dinheiro.
  • Em um caso, um imigrante bengali recebeu a passagem a pagar 120 euros para evitar a retirada de documentos, com ameaças de cancelar residência e carta de condução.
  • Noutro episódio, foram exigidos 60 euros a um imigrante do Bangladesh por circular numa bicicleta sem identificação, que acabou por levantar dinheiro no multibanco para comprar comida.
  • Um terceiro caso aponta para uma cobrança de 350 euros, alegando irregularidades nos bancos do veículo, embora o MP afirme que os bancos estavam em bom estado.

Dois militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Tavira vão a julgamento por 27 crimes relacionados com a alegada prática de multas inventadas para extorquir dinheiro a imigrantes. José Augusto e Diogo Ribeiro foram detidos pelos próprios colegas, em maio de 2025, e acusados pelo Ministério Público.

Segundo o MP, as infrações incluíam problemas simulados no veículo, como bancos sem estofos, puxadores ausentes, forro das portas danificado e falta de documentos. Em pelo menos um caso, os militares tentaram colocar o imigrante perante alternativas enganosas para cobrar valores elevados.

Entre os casos divulgados, Amirul Kran, cidadão do Bangladesh, foi parado por alegadas irregularidades. Mesmo sem seguro comprovado, o imigrante foi instado a pagar 120 euros para evitar consequências como suspensão da residência ou da carta de condução. A conversa foi interceptada dentro do veículo da GNR.

Outro caso envolve um imigrante bengali que circulava numa bicicleta sem identificação. Sem dinheiro, pediu a possibilidade de pagar mais tarde, mas os arguidos negaram. O homem acabou por entregar 60 euros, ficando sem dinheiro para alimentação, segundo a acusação.

No encontro de 15 de julho de 2024, em Luz de Tavira, Vivek Pokharel, natural do Nepal, recebeu uma ordem de pagamento de 350 euros alegando falta de estofos nos bancos do veículo. O MP sustenta que os bancos estavam em bom estado, contrariamente ao que foi alegado.

PORMENORES apontam que os arguidos teriam desenvolvido estratagemas para ocultar o dinheiro arrecadado, incluindo a não elaboração de autos de contraordenação, cobrança por infrações inexistentes ou emissão de autos com valores superiores à coima mínima, ficando com a diferença.

Os dois militares são acusados de 27 crimes, entre concussão, falsificação de documentos, abuso de poder, burlas qualificada, peculato e ofensas à integridade física. O processo segue para julgamento, conforme a acusação do MP.

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