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Ex-juiz acusado de corrupção garante não ter cometido crime

Ex-juiz alega inocência no Porto, num julgamento que envolve oito arguidos por corrupção no setor privado, imigração ilegal e fraude informático

Ex-juiz Hélder Claro à porta do Tribunal de São João Novo, no Porto
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  • O ex-juiz Hélder Claro afirmou, à porta do Tribunal de São João Novo, no Porto, que não cometeu crime algum e disse que vai prestar declarações no julgamento.
  • O processo envolve nove arguidos, incluindo o empresário Carlos Moura Guedes, suspeito de ter lucrado 730 mil euros com a venda de um terreno ao Aldi.
  • O PSP reformado conhecido por “Joca” é acusado de liderar uma rede que terá lucrado 750 mil euros com a importação de cocaína.
  • Hélder Claro é acusado de organizar a vinda de sete mulheres do Brasil para trabalharem no bar Tamariz, com uma amiga a receber seis mil euros em comissões.
  • O caso inclui ainda crime de aquisição de cartões obtidos mediante crime informático, relacionado com um esquema que visava lucrar 90 milhões de euros; o julgamento começou no Porto, com oito arguidos singulares e duas empresas, após uma investigação motivada por um alerta de branqueamento de cem mil milhões de euros que acabou por ser descartado.

Hélder Claro, ex-juiz expulso em 2024, afirma que não cometeu crime nenhum e que irá prestar declarações no julgamento, marcado para o Porto. O caso está em julgamento no Tribunal de São João Novo, com início na manhã desta quinta-feira.

A acusação envolve nove arguidos, incluindo o empresário Carlos Moura Guedes e o PSP já reformado conhecido como Joca. O processo aponta, entre outros factos, corrupção ativa no setor privado e organização criminosa.

Envolvidos e acusações

O supervisor de justiça é acusado de ter organizado a vinda de sete mulheres do Brasil para trabalharem no bar Tamariz, com uma amiga a receber 6000 euros em comissões. Além disso, envolve-se aquisição de cartões obtidos por crime informático.

Entre os elementos reconstituídos está o trio que, entre julho de 2021 e outubro de 2022, visava lucros de até 90 milhões de euros. O PSP aposentado Joca, o conhecido hacker Filipe Carneiro e outros participavam em ações junto a hotéis de cinco estrelas, interceptando redes sem fios e copiando dados de cartões de hóspedes.

O processo também menciona o envolvimento de uma rede de tráfico de droga na qual Joca estaria numa posição de liderança, associada a operações de importação de cocaína e crimes conexos. O caso inclui ainda uma alegada relação com a venda de um terreno para o Aldi, que teria rendido 730 mil euros, entre outros esquemas.

A investigação foi aberta após um alerta bancário sobre suspeitas de branqueamento de 100 mil milhões de euros, valor que, segundo as autoridades, acabou por ser descartado durante o inquérito. O julgamento começou hoje no Porto, com oito arguidos singulares e duas empresas acusadas.

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