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Gestor de rede de venda de droga no Telegram condenado a oito anos de prisão

Tribunal condena mentor de rede de droga no Telegram a oito anos de prisão; grupo usava hostel em Gulpilhares como armazém e fazia entregas pelos CTT

Clientes podiam comprar os produtos através do telemóvel
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  • O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou Igor Silva, de 21 anos, a oito anos de prisão efetiva por tráfico de droga, detenção de arma proibida e condução sem habilitação legal.
  • O arguido era considerado o mentor do grupo que operava o canal “Mercearia” no Telegram, onde eram anunciadas e vendidas cocaína, heroína, haxixe e canábis, com entregas por encomendas enviadas pelos CTT a nível nacional desde, pelo menos, julho de 2023.
  • A investigação indicou que as atividades decorriam a partir de Vila Nova de Gaia, com um quarto alugado num hostel em Gulpilhares a funcionar como armazém/laboratório.
  • Além de Igor, o coletivo de juízes aplicou prisões efetivas a outros cinco arguidos e condenou dez a penas suspensas, variando entre um ano e seis meses e cinco anos de prisão.
  • O arguido admitiu o envolvimento no tráfico, mas negou liderar a organização, alegando ter sido coagido por um grupo para saldar uma dívida entre 150 mil e 200 mil euros; foi detido em dezembro de 2024 ao tentar fugir em Gaia.

O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou Igor Silva, de 21 anos, a oito anos de prisão efetiva por tráfico de droga, detenção de arma proibida e condução sem habilitação legal. O processo envolve uma rede organizada a operar a partir de Vila Nova de Gaia.

O grupo geria o canal “Mercearia” no Telegram, onde eram anunciadas e vendidas cocaína, heroína, haxixe e canábis. Para atrair clientes, eram partilhadas fotografias e vídeos dos produtos, com a distribuição assegurada por encomendas enviadas pelos CTT a nível nacional. A atividade decorreu desde, pelo menos, julho de 2023, segundo o Ministério Público.

Condenações e elementos de prova

O juiz-presidente António Fernandes destacou a consistência da prova, que incluiu escutas telefónicas e vigilâncias policiais. O tribunal considerou a prova robusta, ainda que as escutas tenham de ser corroboradas por demais elementos.

Além de Igor, o coletivo de juízes aplicou penas de prisão efetiva a outros cinco arguidos, entre dois anos e quatro meses e cinco anos e dez meses. Dez arguidos foram condenados com penas suspensas, variando entre um ano e seis meses e cinco anos de prisão.

A investigação mostrou que o grupo utilizava um quarto alugado num hostel em Gulpilhares como armazém e laboratório, onde a droga era preparada antes de ser expedida. As encomendas eram entregues nos CTT por cúmplices, incluindo familiares, enquanto outros asseguravam vendas diretas ou recorrentes ao método de “correio morto”.

O arguido considerado como líder do grupo admitiu o envolvimento no tráfico, mas negou liderar uma organização criminosa. Alegou ter atuado sob coação de um grupo a quem devia entre 150 mil e 200 mil euros, devido a droga apreendida num processo anterior, alegando ser ameaçado para manter a atividade.

Igor foi detido em dezembro de 2024 pela PSP, após tentar fugir às autoridades num parque de Gaia, conforme noticiado pelo JN.

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