- Escutas associam Luís Filipe Vieira ao negócio do prédio da Federação Portuguesa de Futebol, conforme a investigação.
- As conversas entre Vieira e o empresário Carlos Marques passaram a fazer parte do processo Cartão Vermelho.
- O inspetor tributário Paulo Silva descreveu Marques como o “testa de ferro” de Vieira, sem capacidade financeira para gerir ativos de duas sociedades transmitidas pelo ex-presidente: Houselink e Stone Value.
- O relatório indica que, ao encontrar um investidor para esses ativos, Marques reportava a Vieira para uma tomada de decisão.
- Luís Filipe Vieira foi detido em julho de 2021 no âmbito do processo.
Escutas da operação Cartão Vermelho revelam ligações entre Luís Filipe Vieira e o negócio do prédio da Federação Portuguesa de Futebol. A investigação aponta para a proximidade entre o antigo presidente do Benfica e o empresário Carlos Marques.
Relatórios entre 2018 e 2021 do inspetor tributário Paulo Silva sugerem que Marques atuava como testa de ferro de Vieira, face à alegada insuficiência financeira para gerir ativos de duas sociedades herdadas pelo ex-líder benfiquista: a Houselink e a Stone Value. A leitura aponta para um papel direto no acompanhamento dos ativos.
Entre os ativos envolvendo o negócio está a Herdade Colar das Perdizes, transmitida ao empresário, com Marques a reportar decisões a Vieira para a tomada de decisão. O objetivo da gestão era facilitar a operacionalização do investimento, segundo os relatórios.
Contexto da investigação
A análise policial associou o envolvimento de Vieira a uma rede de decisões ligadas ao imóvel da FPF. O relacionamento com Marques é descrito como próximo, com comunicações que reforçariam a coordenação entre as partes para avançar com o negócio.
O processo culminou na detenção de Luís Filipe Vieira em julho de 2021, em contexto de diligências ligadas ao Cartão Vermelho. O caso continua em investigação, com dados financeiros e oficiais a serem revistos pelas autoridades competentes.
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