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Assistente social desviou mais de 83 mil euros a utentes da Santa Casa

Caso envolvendo burla qualificada: assistente social da Santa Casa de Arganil apropriou-se de mais de 83 mil euros de dois utentes e será julgada

Assistente social vai ser julgada no Tribunal de Coimbra
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  • Assistente social de 48 anos, que trabalhou na Santa Casa da Misericórdia de Arganil, vai a julgamento por burla qualificada, após conhecer casos de apropriação de mais de 83 mil euros de dois utentes entre 2018 e 2021.
  • Primeiro caso: homem com 88 anos, que recebeu uma procuração para a gestão das suas contas; entre 2018 e 2020 subtraiu mais de 73 mil euros, deixando o idoso em situação económica precária, e realizou compras não pagas pela instituição.
  • Segundo caso: mulher de 80 anos, que recebeu auxílio para passar a receber a reforma francesa numa conta de banco; a suspeita levantou mais de 10 mil euros em sete meses, numa altura em que a utente acumulava dívida de mais de nove mil euros com a instituição.
  • O inquérito arrancou com uma queixa do idoso sobre colocação dele no lar sem consentimento familiar; sequestro e furto foram arquivados por falta de prova de intenção de privar a liberdade ou de acesso à casa.
  • O Ministério Público solicitou a leitura de depoimentos; a vítima masculina faleceu em março de 2022 e a outra utente não pode testemunhar devido ao estado de saúde.

A assistente social que trabalhou na Santa Casa da Misericórdia de Arganil está acusada de burla qualificada por ter desviado mais de 83 mil euros de dois utentes, entre 2018 e 2021. A potencial burla ocorreu no centro de dia da instituição, onde a mulher, hoje com 48 anos, exerceu funções de técnica superior de serviço social entre 2013 e 2021. O caso vai a julgamento no Tribunal de Coimbra.

A primeira vítima, um homem de 88 anos, perdeu a mulher recentemente e encontrava-se fragilizado pela idade e problemas de saúde. A acusada teria desenvolvido uma relação de confiança, deslocando-se à residência do utente e oferecendo-se para tratar de diversos assuntos, incluindo o pagamento de contas. A solicitante convenceu-o a assinar uma procuração, dando-lhe poderes para movimentar as suas contas.

Entre 2018 e 2020, a defesa de ladroínios supostamente desviou mais de 73 mil euros, deixando o idoso numa situação financeira precária. Contas não pagas, medicamentos atrasados e uma compra de um frigorífico sem benefício para a vítima constam do documento acusatório. Familiares da vítima acabaram por pagar parte das dívidas da Santa Casa.

Segundo caso e desdobramentos

A segunda vítima foi uma mulher, com 80 anos, que passou a receber ajuda para gerir a reforma francesa. A acusada pediu-lhe os cartões bancários e, durante sete meses, levantou mais de 10 mil euros. Enquanto as transações corriam, a utente ficou com uma dívida de mensalidades à Santa Casa superior a nove mil euros.

O inquérito, aberto após uma queixa do idoso, também avaliou eventuais crimes de sequestro e furto, mas as autoridades não conseguiram provar a intenção de privar a liberdade nem acesso indevido aos bens. O caso foi arquivado. O Ministério Público pediu a leitura de depoimentos em tribunal, porém o idoso faleceu em março de 2022 e a outra utente permanece incapacitada de testemunhar.

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