- A polícia turca deteve dezenas de ativistas de oposição e de organizações de esquerda críticos da NATO, à véspera da cimeira da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Ancara.
- As operações decorreram de madrugada em várias províncias, com o grupo anti-NATO a chamar protestos para os dias 7 e 8 de julho.
- Entre os detidos estão um dirigente local do Partido Trabalhista (EMEP), membros da organização juvenil, militantes do Partido dos Trabalhadores da Turquia (TİP) e da Juventude Operária, além de dois líderes sindicais.
- A Associação de Advogados Contemporâneos (ÇHD) denuncia detenções políticas e exige o fim de operações consideradas para “presentar um panorama idílico” à NATO; desde 28 de junho há proibição de manifestações em Ancara.
- A cimeira da NATO ocorre até quarta-feira no Palácio Presidencial de Ancara, com participação de Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal.
A polícia turca deteve dezenas de ativistas de oposição e de organizações de esquerda críticas da NATO, em ações de madrugada que antecedem a cimeira da Aliança. As detenções ocorreram em várias províncias, num quadro de reforço de segurança.
Os detidos pertencem a formações que integram uma plataforma contra a adesão da Turquia ao tratado, sob o lema Não à coordenação com a NATO. A plataforma convocou protestos contra a cimeira marcada para 7 e 8 de julho em Ancara.
Três pessoas foram detidas na província de Kocaeli, entre elas um dirigente local do Partido Trabalhista (EMEP) e um elemento da organização juvenil. Na Antália, militantes do TİP e da Juventude Operária, bem como dois líderes sindicais, também foram apanhados.
Detenções estenderam-se a Esmirna, onde cinco membros da Iniciativa de Luta Socialista foram detidos nas suas residências, acusados de atividades contra a NATO. A ÇHD denunciou detenções consideradas políticas, ocorridas nas vésperas da cimeira.
Detenções por região
Nos últimos dias, tribunais mantiveram 178 detidos em prisão preventiva, entre mais de 220 indivíduos detidos para assegurar a segurança do encontro dos líderes da NATO. As ações têm sido objecto de críticas de entidades jurídicas e políticas.
A oposição descreveu as detenções como uma violação de direitos, afirmando que não houve crime por parte das pessoas detidas. A liderança europeia da NATO reunirá-se a partir de terça-feira em Ancara.
A cimeira decorre até quarta-feira no Palácio Presidencial de Ancara, com Portugal representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro. O país soma-se a outras delegações na discussão de reforçar a defesa europeia.
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