- A necessidade de reinstalação de refugiados para o próximo ano é estimada em 2,37 milhões, abrangendo 43 países de origem e 76 de asilo.
- O maior grupo em lista são afegãos, seguidos de pessoas do Sudão do Sul, Sudão, Síria e refugiados rohingya de Myanmar, que vivem em campos no Bangladesh.
- O número de reinstalações previstas representa uma descida de 6% face ao relatório anterior, em parte devido a retornos de afegãos ao Irão e ao Paquistão e a melhorias na situação na Síria.
- A Agência da ONU para os refugiados (ACNUR) alerta para escassez de opções e pede o aumento de quotas, maior participação de países e aceleração dos processos de reinstalação.
- Em 2025, cerca de 37 mil refugiados partiram para um novo país através de programas apoiados pela ACNUR, um valor abaixo dos 116 mil registados em 2024.
A ONU informou que 2,4 milhões de refugiados precisarão de reinstalação em 2027. O anúncio surge num momento em que vários países reduziram vagas disponíveis para este processo. A ACNUR alerta para a grave escassez de opções, com risco para quem não pode regressar.
O maior grupo em necessidade são os afegãos, seguidos por refugiados do Sudão do Sul, Sudão, Síria e Rohingya de Myanmar, que vivem em grandes campos no Bangladesh. O total equivale a uma queda de 6% face ao relatório de 2026.
A entidade lembra que muitos não têm casa segura para regressar e enfrentam riscos no país de acolhimento. A ACNUR aponta que ampliar a reinstalação é essencial para chegar a mais pessoas que dela dependem.
Enquanto isso, o relatório destaca 2,37 milhões de pessoas de 43 países de origem, refugiadas em 76 países de asilo, que precisarão de reinstalação no próximo ano.
No ano passado, Afeganistãos, iranianos e paquistaneses contribuíram para o recuo de pessoas a reinstalar, com retornos condicionados por circunstâncias adversas. A crise síria também influenciou fluxos de retorno voluntário.
Em 2025, apenas cerca de 37 mil refugiados seguiram para um novo país através de programas de reinstalação apoiados pela ACNUR, bem abaixo dos 116 mil de 2024. A organização mantém foco em soluções duradouras.
Contexto regional e histórico
O ACNUR sublinha que os campos no Bangladesh abrigam grande parte dos Rohingya, enquanto os restantes países de origem apresentam cenários variados de estabilidade. A reinstalação permanece como ferramenta salvaguarda para quem não pode retornar.
Desafios de implementação
A ONU cita obstáculos políticos e de capacidade de acolhimento, com participação insuficiente de novos países. A ACNUR reforça a necessidade de quotas mais elevadas e de aceleração dos processos para beneficiar mais pessoas vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade