A ativista portuguesa Ana Margarida França Santana Baptista encontra-se detida na Líbia, após o comboio humanitário em que seguia ter sido intercetado pelas autoridades locais. O conjunto de veículos, que se dirigia a Gaza, não conseguiu atravessar a fronteira com o Egito em um dos pontos de verificação líbios devido a restrições de passagem para terceiros países. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a detenção e informou que está a acompanhar a situação e a prestar proteção consular.
A detenção ocorreu em Bhengazi, onde a mulher permanece sob a custódia da polícia local, juntamente com cidadãos de outras nacionalidades, por alegada infração. O Governo português afirma manter a situação sob vigilância e coordenação com as autoridades italianas, através da Embaixada de Portugal em Tunes, bem como com as representações em Roma, Ancara e no Cairo.
Contexto do comboio e da operação humanitária
A activista faz parte de um grupo de dez detidos, segundo a Global Sumud Flotilha. A organização sustenta que os participantes do convoy foram interceptados após atravessarem a linha 5+5 nas proximidades de Sirte, numa tentativa de facilitar negociações pacíficas e entregar ajuda a Gaza. A flotilha descreve que a missão seguia de boa-fé.
O comboio terrestre, ligado à operação da mesma organização, partiu de Zlitan no sábado e permaneceu parado nos arredores de Sirte no dia seguinte. A última comunicação recebida foi às 15h22 locais de 24 de maio, indicando transferência para três carrinhas brancas. Desde então, não houve contacto direto com o grupo.
Estrutura e objetivo do destacamento
O dispositivo humanitário envolve mais de 30 veículos, incluindo ambulâncias, casas móveis e camiões de ajuda. Aproximadamente 200 pessoas de mais de 25 países integram o convoy, entre profissionais de saúde, engenheiros, educadores e observadores jurídicos, com o objetivo de entregar assistência na Faixa de Gaza. O Governo português reiterou que as viagens para a Líbia são desaconselhadas para cidadãos nacionais.
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