- O Relatório do Conselho da Paz responsabiliza o Hamas pelo impasse na passagem para a segunda fase do cessar-fogo em Gaza.
- O documento aponta que as violações do cessar-fogo ocorrem quase diariamente e cita a recusa do Hamas em aceitar desarmamento verificável e uma transição para administração civil.
- O relatório será apresentado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas por Nickolay Mladenov, representante do Conselho da Paz para Gaza.
- A segunda fase, que prevê desarmamento do Hamas, retirada gradual das forças israelitas e uma força internacional de estabilização, continua bloqueada há semanas.
- O texto ressalta que o desmantelamento das armas do Hamas é crucial para a reconstrução, para uma retirada limitada no tempo de Israel e para avançar rumo à autodeterminação palestiniana.
O Conselho da Paz, órgão criado pelo presidente dos EUA, apresentou o seu primeiro relatório ao Conselho de Segurança da ONU sobre a situação em Gaza. O documento aponta o Hamas como principal obstáculo à passagem para a segunda fase do cessar-fogo. A avaliação foi tornada pública numa audiência prevista para este mês.
O relatório afirma que as violações do cessar-fogo persistem quase diariamente. As ações resultam em civis mortos, famílias em medo e obstáculos contínuos ao acesso humanitário, segundo a justiça do documento. A manutenção da tensão continua a comprometer o enfraquecimento do conflito.
O grupo de observadores, liderado por Nickolay Mladenov, planeia apresentar o relatório aos membros do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo é indicar que existem instituições, recursos e planos para avançar para fases subsequentes do acordo de paz, dependendo das decisões das partes envolvidas.
Segundo o relatório, a transição para a próxima etapa depende de decisões políticas sobre o desarmamento verificável do Hamas e da transferência de poder para uma administração civil em Gaza. A avaliação destaca que tal desarmamento é essencial para o início da reconstrução.
A administração de Washington, em coordenação com o Qatar e o Egito, negocia a segunda fase do plano que envolve o desarmamento, a retirada gradual das forças israelitas e o eventual reforço de uma força internacional de estabilização. O impasse prejudica o avanço do quadro acordado.
A primeira fase da trégua permitiu libertar reféns em troca da libertação de palestinianos detidos em prisões israelitas. A passagem para a segunda fase, que envolve o desarmamento e a retirada gradual, permanece bloqueada há semanas. A atenção internacional permanece focada em outras regiões.
O relatório sustenta que o desmantelamento das armas do Hamas é crucial para a reconstrução de Gaza e para uma retirada temporária das forças israelitas. O documento aponta ainda como perspetiva estratégica um caminho credível rumo à autodeterminação e ao estatuto de Estado palestiniano. Fonte: AFP.
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